Cesta básica subiu 1,65% em Londrina
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sexta-feira, 04 de junho de 2004
Carolina Avansini<BR>Reportagem Local 
A cesta básica subiu 1,65% em Londrina no mês de junho. O principal responsável pela alta foi o tomate, que aumentou 45,34% na média dos dez supermercados pesquisados por estudantes da Faculdade Metropolitana/Iesb. A causa da valorização, segundo o professor Flávio de Oliveira dos Santos, que coordena a pesquisa, é a baixa oferta, estimulada pelo clima desfavorável.
Outros produtos que acumularam alta foram a carne (3,84%), o café (1,82%) e a banana (1,01%). Os demais alimentos pesquisados (açúcar, arroz, batata, farinha de trigo, feijão, leite, margarina, óleo de soja, pão francês) registraram queda de preço. No dia 3 de junho, quando foi feito o levantamento, a batata custava 7,78% menos que no mês anterior. O arroz acumulou queda de 4,35%.
Foi também a batata que apresentou maior diferença no preço praticado por diferentes supermercados: 305,13%. Em reais, a maior diferença foi constatada no quilo da carne, que variou R$ 2,54 por quilo entre os estabelecimentos com maior e menor preço. ''A variação é grande. O consumidor que pesquisa consegue economizar'', ressaltou o professor.
Com os resultados de junho, o preço da cesta básica em Londrina acumulou alta de 5,53% nos últimos 12 meses. Do início de 2004 até agora, a pesquisa constatou queda de 0,72% no custo. ''Novas altas, nos próximos meses, dependem do clima'', afirmou Santos.
A pesquisa revelou que a cesta de alimentos suficiente para manter uma pessoa está custando R$ 140,26. Para uma família de dois adultos e duas crianças, o valor necessário é R$ 420,78.
A significativa alta no preço do tomate foi sentida por consumidores de Londrina. A encarregada de serviços administrativos Dinea de Melo, 42, afirmou que o produto subiu no supermercado e também na feira, onde costuma fazer compras. Apesar do resultado da pesquisa, ela não observou queda no preço do arroz e da batata. ''Os produtos de qualidade continuam caros'', disse ela, que gasta mais que R$ 420,00 por mês para alimentar a família formada por ela, o marido e dois filhos.
O comerciante Edelgir Rub Pece também não percebeu diminuição no valor do arroz e da batata. ''Às vezes têm oferta de determinadas marcas e o preço cai'', disse. Casado e pai de três filhos, ele frequenta vários supermercados da cidade para aproveitar as ofertas. ''É a única forma de economizar na compra'', comentou.


