Cesta básica sobe 9,37% em abril
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terça-feira, 05 de maio de 2009
Edson Pereira Filho<br> Reportagem Local 
O preço da cesta básica de abril subiu 9,37% depois de dois meses de queda. A pesquisa feita na última segunda-feira, em nove supermercados de Londrina, revelou que nove produtos sofreram majoração de preço. O pesquisador de Economia para Administração, Flavio Oliveira dos Santos, da Faculdade Pitágoras de Londrina, ressalvou que o levantamento de preços foi realizado no início da semana, quando os produtos não estão em promoção. ''Mesmo assim, não era para ter aumentado tanto, porque acabamos de colher a safra'', apontou o estudioso.
A lista de produtos pesquisados é composta por 13 itens. No mês, os produtos que sofreram aumento foram banana, batata, café, carne, feijão, leite tipo C, margarina, óleo de soja e tomate (veja tabela). Os itens que tiveram seus preços reduzidos foram arroz, açúcar, farinha de trigo e pão.
A carne, segundo o pesquisador, teve aumento justificado depois de haver grande oferta do produto no primeiro trimestre deste ano. Segundo ele, também houve uma readequação no mercado de carne em relação alguns frigoríficos, que fecharam suas portas devido a crise.
Segundo a pesquisa, o preço da cesta básica para uma pessoa ficou em R$ 196.82. Para uma família com dois adultos e duas crianças, o valor foi para R$ 590,45. Entre os supermercados analisados, a cesta mais barata ficou em R$ 175,29 para uma pessoa e R$ 525,88 para a família. O preço mais caro verificado foi de R$ 216,89 para uma pessoa e R$ 650,67. A diferença entre o preço médio auditado na pesquisa e o mais caro girou em torno de R$ 124,79, ou em termos percentuais 23,73%.
Se o consumidor comprasse os itens mais baratos nos nove supermecados pesquisados, a cesta custaria R$ 155,70 para uma pessoa e R$ 467,11 para a família. Neste caso, o consumidor economizaria R$ 183,56 ou 39,30%. O pesquisador da Pitágoras orienta o consumidor a investir na pesquisa de preço, diante do aumento inesperado dos produtos.
O supermercadista Luiz Claudio Depieri Vicente ponderou que os aumentos se devem, em grande parte, a fatores climáticos, de safra e de preço de mercado para alguns produtos. Como exemplo ele citou o café, que teve seu preço mínimo divulgado dias atrás. Vicente lembrou que havia uma expectativa sobre a elevação do preço mínimo, o que acabou antecipando o aumento do produto.
Sobre o feijão, o supermercadista ressalvou que o produto estava muito abaixo do preço, inviabilizando o plantio do grão por parte dos produtores. Sobre o feijão ainda, ele acrescentou que a seca no final do ano passado também ajudou a empurrar para cima o custo de produção e, portanto, o aumento chegou na gôndola dos supermercados.
Quanto ao leite tipo C, Vicente destacou que o aumento se deve a uma situação sazonal, muito comum na época do inverno, quando o pasto está seco, havendo pouca oferta de alimento para o gado. Segundo ele, os preços do leite e seus derivados devem se normalizar no mês de agosto deste ano.
Já a soja, o supermercadista creditou o aumento à quebra da safra, provocada por um longo período de seca, entre os meses de setembro e dezembro do ano passado. Vicente, entretanto, ponderou que os aumentos e reduções de preços da cesta acabam fazendo prevalecer a lei da compensação, sem aumentos ou quedas expressivas nos 13 itens utilizados como referência.


