Pelo segundo mês consecutivo o preço da cesta básica ficou mais caro em Londrina. A alta de 8,20% em outubro provocou uma inflação de 3,26% no ano. Até setembro os índices haviam acumulado deflação de 4,53%. Mesmo com essa alta - a maior de 2005 - a cesta continua 0,63% mais barata que no mesmo período de 2004. O índice aumentou principalmente em função dos reajustes da batata em 138,07%, do tomate em 39,75% e da banana em 38,30%.
Dos outros 13 itens que compõem a cesta básica, mais quatro produtos sofreram reajuste: café (+ 5,41%), açúcar (+ 3,77), carne (+ 1,47) e farinha de trigo (+ 1,34). O preço de outros seis itens foram reduzidos: arroz (-8,48%), feijão (- 8,39%), óleo de soja (- 6,80), margarina (-4,93%), pão (- 4,08) e leite (- 1%).
Uma família de quatro pessoas (dois adultos e uma criança) gastou no mês passado R$ 427,42 para comprar a cesta completa. Para uma pessoa, o custo chegou a R$ 142,47. Em setembro o custo da cesta básica para uma família foi de R$ 395,02 e em agosto chegou a R$ 372,86. ''Percebemos que neste último mês sete supermercados aumentaram os preços, apenas em dois os índices reduziram e em um permaneceu estável. Atualmente o segredo para o consumidor está sendo fazer uma pesquisa'', comentou o economista Flávio Oliveira dos Santos, professor da Universidade Metropolitana.
A pesquisa, realizada mensalmente por dois alunos da Metropolitana, sob a coordenação de Santos, avaliou os preços em 10 supermercados da cidade - do centro e da periferia. São pesquisados 13 itens - somente produtos alimentícios - e levados em conta apenas a marca mais barata de cada estabelecimento, sem considerar a marca.
Os alunos concluíram ainda que os supermercados dos bairros registraram os menores preços. Em porcentagem, o produto com a maior variação de uma unidade para outra foi o tomate em 141,41%, seguido pelo feijão em 100,72% e pela banana em 72,46%. O primeiro foi encontrado pelo preço de R$ 0,99 (mais barato) e R$ 2,39 (mais caro). A carne - coxão mole - variou 66,76%. O estabelecimento mais barato registrou preço de R$ 7,19 o quilo e o mais caro de R$ 11,99 o quilo. Segundo o economista, o reajuste da carne foi o que mais surpreendeu, pois com a crise que o mercado passa com a febre aftosa o produto deveria ter, pelo menos, se mantido estável.

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