A batata foi um dos produtos que mais contribuíram para a elevação da cesta básica em 4,10% no mês de abril em relação ao mês de março. Pesquisa realizada por estudantes do curso de administração da Faculdade Metropolitana de Londrina apontam que a cesta básica para uma pessoa está custando R$ 153,13 em março era R$ 147,09. Dos 13 itens que compõem a cesta, somente três apresentaram queda: o café (0,06%), a carne (1,0%) e o tomate (5,72%).
O tomate, que era o produto que mais tinha subido no mês de março, deu espaço agora para a batata que registrou aumento em 30,52%. O quilo da batata varia de um supermercado para o outro de R$ 2,06 a R$ 2,56 isto significa uma diferença de preço de 24,27% de um estabelecimento para o outro. Com o tomate, apesar da queda, a variação foi ainda maior, chegando a 192% de um local para o outro. O preço do produto varia R$ 0,75 a R$ 2,19, informa o professor do curso de marketing e coordenador da pesquisa, Flávio Oliveira dos Santos.
Também sofreram aumento a farinha de trigo (12,88%), a margarina (17,62%), o açúcar (5,48%), o arroz (8,27%), a banana (5,75%), o feijão (7,90%, o leite C (2,61%), o óleo (2,30%) e o pão francês (8,37%). Em relação ao açúcar, a diferença chega quase a 100% de um supermercado para o outro. O pacote de 5 quilos custa no supermercado mais barato R$ 3,39 e no mais caro chega a R$ 6,55 uma diferença de R$ 3,16.
Para uma família com quatro pessoas, a cesta custa este mês R$ 459,39 contra os R$ 441,28 no mês passado. Para comprar a cesta básica deste mês é necessário 1,53% salário mínimo (R$ 300). O professor observa, entretanto, que dos 10 supermercados pesquisados, 8 aumentaram o preço. ''A economia que uma família faz de um supermercado para o outro, se pesquisar, pode chegar a 19,43%'' explica Santos. Comprando no estabelecimento mais barato a cesta poderia custar R$ 399,08 e no mais caro R$ 476,60.
Para fazer economia, o pesquisador aconselha as pessoas a substituirem os produtos. ''Se a batata está cara, pode ser substituída por mandioca, por exemplo'', ensina ele, recomendando ainda a pesquisa em pelo menos dois ou três mercados próximos à casa.
A dona de casa Leonilda Mello da Silva, 58 anos, faz pesquisa antes de comprar. ''Vou sempre onde está mais barato. A batata por exemplo é melhor comprar na feira livre'', diz. Outra dona de casa, Iraci Nagai, diz que costuma comprar sempre farinha de trigo para fazer bolos e percebeu que o preço aumentou. ''Até no pão a gente já percebe que houve alteração por causa do preço maior da farinha'', aponta.

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