Cesta básica sobe 3,18% em Curitiba
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quarta-feira, 01 de junho de 2005
Andréa Bordinhão<br>Equipe da Folha 
Curitiba - A cesta básica de Curitiba teve alta de 3,18% em maio. Este já é o quinto aumento consecutivo do ano. De janeiro a maio de 2005, na comparação com o mesmo período do ano passado, a alta da cesta básica na Capital foi de 13,62%. Já a inflação acumulada de janeiro a maio deste ano deve fechar em 3,4%. Os principais vilões da alta do custo da cesta continuam sendo o tomate e a batata. Porém, em maio o preço alto do pão e da farinha de trigo também contribuíram. Apesar das altas, o arroz e o óleo de soja tiveram queda de preço significativa em função da baixa do dólar.
''Os preços da batata e do tomate estão altos por causa de questões climáticas'', explicou o economista do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócio-econômicos (Dieese) do Paraná, Sandro Silva. Em maio a batata apresentou alta de 15,43% e o tomate de 12,64%. Já no acumulado dos cinco primeiros meses do ano o preço da batata subiu 104,72% e o do tomate 70,83%. Neste mês, aponta o economista, é possível que a batata baixe de preço, já que normalmente a maior parte da colheita do produto é feita em junho. ''Esse ano pode atrasar um pouco, mas a oferta deve aumentar mesmo assim'', explicou.
O pão e a farinha de trigo apresentaram altas de 8,83% e 8,51% respectivamente em maio. ''Em 2004 teve uma quebra na safra de trigo por causa das chuvas. E este ano há a expectativa de uma diminuição na produção porque a área plantada diminuiu'', explicou o economista. Já a alta do preço do pão acima da alta da farinha, segundo Silva, não tem razão para acontecer. ''Isso pode ser aumento na margem de lucro. Inclusive já aconteceu do trigo subir de preço, o pão acompanhar e o trigo baixar de preço e o pão não'', afirmou Silva.
Apesar das altas, sete dos 13 produtos da cesta básica de Curitiba apresentaram queda de preço em maio. Entre eles, os principais foram o arroz e o óleo de soja. ''Está aumentando a quantidade de arroz importado. E com a cotação do dólar baixando o preço está caindo'', explicou Silva. O mesmo acontece com o óleo. ''Esse movimento de queda é generalizado nas capitais pesquisadas.''


