Cesta básica sobe 2,57% em Londrina
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quinta-feira, 02 de outubro de 2003
Alan Maschio<br> Reportagem Local 
Pelo segundo mês consecutivo a cesta básica apresentou alta em Londrina. Em setembro, o consumidor da cidade passou a gastar R$ 131,14 para a compra dos 13 itens do kit, contra R$ 127,85 do mês anterior, numa alta de 2,57%. Em agosto o aumento resgistrado fora de 0,39% com relação a julho. A cesta básica para uma família de quatro pessoas passa a custar R$ 393,41, ou 1,64 salário mínino, contra 1,6 salário necessário para a compra no mês anterior. A pesquisa foi realizada por alunos do curso de comunicação social da Universidade Metropolitana de Londrina e coordenada pelo professor de economia Flávio Oliveira dos Santos.
Os principais produtos responsáveis pela alta da cesta em Londrina foram a batata, com aumento de 18,44%, e a banana, inflacionada em 17,13%. Os demais produtos com elevação nos preços foram o pão francês dos supermercados (6,84%), o feijão (5,21%), tomate (2,35%) e o óleo de soja (1,88%). Apresentaram baixa o açúcar (18,32%), margarina (8,92%), café (5,33%), arroz (1,29%) e a farinha de trigo (1,27%). No ano, a cesta básica acumula baixa de 4,10% e nos últimos 12 meses, alta de 4,39%.
O produto com maior variação de preços foi o tomate, com diferença de até 296% entre supermercados. Em reais, a maior variação foi apresentada no pacote de açúcar, com diferença de R$ 2,50.
Na opinião do professor Flávio Oliveira dos Santos, a variação positiva do preço da cesta básica foi ocasionada por fatores sazonais. ''A banana e a batata são produtos cujo preço sofre grande influência dos fatores de produção.'' Oliveira cita como exemplo de interferência sazonal o tomate, com pico de R$ 2,72/kg, registrado em março. ''A queda da produção da lavoura ocasionada pelo excesso de chuvas inflacionou o produto''.
A alta do preço da cesta básica mais uma vez não foi interpretada pelo professor como indício de reaquecimento da economia na cidade. ''Não são aumentos generalizados. Pelo contrário: as especificidades dos produtos que mais aumentaram até permitiam prever esse aumento. Acredito unicamente em fatores sazonais''.
As diferenças de preços encontrados nos 10 supermercados pesquisados pela equipe coordenada pelo economista justificam para o consumidor a necessidade de pesquisa para compras grandes. Segundo Oliveira, é possível economizar até 14% do valor médio da cesta se a pesquisa for usada como ferramenta de economia. ''O arroz, por exemplo, apresentou alta em todos os supermercados. Seu índice foi puxado para baixo por uma promoção realizada em um dos estabelecimentos pesquisados''.
A constante alta dos produtos de hortifruti foi apontada pela corretora de imóveis Ofélia Lafani como ''uma loucura''. ''Com esses preços, a gente se vê até obrigado a pesquisar''. Segundo Ofélia, o arroz também continua a atrapalhar os planos de economia. ''Não subiu, mas está muito caro''. E para a dona de casa Dirce Ferreira, o peso no bolso não vem somente da batata e da banana. ''Tudo tem subido muito. O jeito é comprar só produtos que estiverem em promoção''.


