A variação mensal da cesta básica calculada pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócio Econômicos (Dieese) apresentou um aumento de 2,46% em fevereiro com relação ao mês anterior. O aumento foi provocado pelo encarecimento de oito dos 13 itens que compõem a cesta básica. A variação acumulada no ano é de 2,90% e nos últimos 12 meses a cesta básica ficou 3,48% mais cara.
O produto que mais encareceu foi o tomate, que teve uma variação de 48,28%. A batata também apresentou um aumento no preço: o índice foi de 35,71% em relação ao preço cobrado em janeiro. O feijão e o pão permaneceram estáveis, enquanto arroz, farinha de trigo e banana tiveram um decréscimo no preço. A maior queda foi verificada com a banana, que está 21,13% mais barata.
A variação de 2,46% fez com que a cesta básica tivesse um custo de R$ 90,01. O valor é o segundo maior do País. O custo da cesta básica em Curitiba só perde para São Paulo, que neste mês fechou em R$ 93,79. Em Curitiba, um trabalhador precisa dispor de R$ 90,91 para comprar os produtos. A cesta básica mais barata está em Fortaleza (CE). Com R$ 71,65, uma pessoa consegue se alimentar durante um mês.
A cesta básica curitibana consumiu 81,17% do salário mínimo de um trabalhador, em fevereiro. O item que mais pesa é a carne (coxão mole), que consome 26,28% do salário recebido. Em seguida vem o pão, que causa comprometimento de 11,79% do salário. A fatia do salário mínimo gasta com a cesta básica é a menor desde 1994, quando um trabalhador gastava, para comer, 95,43% do que recebia.
Pela lei federal que estabeleceu o salário mínimo, hoje seriam necessários R$ 787,93 para atender a todas as necessidades básicas do trabalhador, como moradia, alimentação, educação, saúde, lazer. O salário mínimo é R$ 112,00.

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