Curitiba - Depois de quatro meses de queda, a cesta básica voltou a subir em Curitiba e fechou setembro com alta de 2,20%. Dos 13 produtos pesquisados pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), sete tiveram aumento. A alta da cesta no mês passado, foi puxada pela carne que subiu 6,65%.
O economista do Dieese, Sandro Silva, explicou que a crise mundial reduziu as exportações do produto e o rebanho, o que levou a uma diminuição da oferta de carne no mercado interno. Além disso, o período de estiagem contribuiu para o aumento do preço desse alimento que subiu em 15 das 17 capitais que fazem parte da pesquisa.
A alta da cesta não foi uma situação isolada só em Curitiba, mas ocorreu em 14 das 17 capitais pesquisadas. Apesar dos aumentos, nos últimos 12 meses, a elevação ficou abaixo da inflação que foi de 4,29% enquanto a cesta subiu 2,34%.
O segundo produto que mais subiu foi a farinha de trigo (6,38%) que está com produção menor mesmo em período de safra. Isso também levou ao aumento do pão (2,63%). Segundo Silva, o óleo de soja vem subindo desde julho e em setembro ficou 4,23% mais caro por conta da entressafra da soja. De julho a setembro, o produto subiu 7,11%.
Além destes itens também subiram o açúcar (0,58%), o café (0,53%) e a manteiga (0,43%). O feijão ficou estável. O açúcar ficou em queda de abril até agosto. Em março era vendido por R$ 2,39 o quilo, em agosto por R$ 1,71 e, em setembro, por R$ 1,72.
O produto que teve a maior redução foi a batata (-6,71%) que já vinha em queda desde junho e acumula uma baixa de 59% nos últimos quatro meses. O segundo produto que mais caiu foi o tomate (-4,62%). Entre julho e setembro, este alimento teve redução de 30%. Em junho o valor do quilo do tomate era R$ 2,37 e, em setembro, era vendido por R$ 1,65.
Outros itens da cesta com queda foram a banana (-4,14%), o arroz (-1,15%) e o leite (-0,58%). Segundo Silva, a tendência é que o leite comece a cair ainda mais em novembro e dezembro, quando há uma oferta maior do produto no mercado.
Em setembro, a cesta de Curitiba foi a 7 mais cara entre as capitais e teve a sexta maior alta. O custo para uma família curitibana foi de R$ 657,84. O Dieese calcula que o salário mínimo necessário deveria ser de R$ 2.047,58

mockup