A cesta básica está 2,2% mais cara em Londrina comparada ao início de março. A informação é do economista Flávio Oliveira dos Santos que coordenou a pesquisa realizada em 10 supermercados da cidade, no último sábado. Com base nesse trabalho, a equipe concluiu que, atualmente, o kit alimentação custa R$ 139,52 para uma pessoa e R$ 418,56 para uma família de dois adultos e duas crianças.
Desta vez, o item que mais subiu foi a batata com alta de 44,91%, seguida pela banana nanica (15,4%), tomate (6,1%), açúcar cristal (6,28% no pacote de cinco quilos), leite C (7,09% o litro) e óleo de soja (2,91% a lata de 900 ml). Na opinião de Santos, a batata, a banana e o tomate são iscas para atrair os consumidores aos supermercados. ''Desde setembro do ano passado, observamos que a batata sobe e cai a cada dois meses sem razão específica'', explicou o economista. A cotação do óleo, por sua vez, está intimamente ligada ao mercado externo que compra toneladas e toneladas da soja brasileira e paga em dólar. Em agosto do ano passado, uma lata de 900 ml custava, em média, R$ 1,88. Hoje, a marca de óleo mais barata não sai por menos de R$ 2,34. Em contrapartida, também verificou-se a queda de 7,25% no preço do arroz (pacote de cinco quilos tipo 1 agulhinha), da carne (1,16% no quilo do coxão mole), da farinha de trigo (4,43%), do feijão (0,88%) e da margarina (10,20% na embalagem de 500 gramas). O pão francês é o único produto que mantém o mesmo preço há 30 dias: R$ 0,22 a unidade.
Como era previsto, todas as donas de casa entrevistadas pela Folha nos supermercados confirmaram a alta da cesta básica. De acordo com Santos, isso acontece porque em nosso histórico é mais fácil lembrar as mudanças ruins que as boas. O açúcar, por exemplo, caiu 50,02% nos últimos 12 meses e o feijão 34,03%. No entanto, Lúcia Maria da Costa é rápida ao citar o óleo de soja como um dos produtos que mais subiu em março. A exceção que neste caso é inversamente proporcional partiu da auxiliar de laboratório Maria de Lourdes Santos que, num estalar de dedos, apontou o arroz como o produto que mais caiu de preço. ''Nunca levo calculadora ao supermercado. Guardo tudo na cabeça'', confessa orgulhosa. Ela é uma das adeptas da teoria de Santos que defende arduamente a pesquisa de campo.
De acordo com o economista, a mesma cesta básica custaria R$ 88,60 a menos para uma família de quatro pessoas caso todos os itens fossem comprados pelo menor preço. Isto equivaleria a uma economia de 21,17%, ou seja, quase um quarto da despesa. Para justificar suas contas, Santos cita a carne que alcançou uma diferença de R$ 2,70 entre o supermercado mais caro e o mais barato, o arroz com R$ 1,70 e o açúcar R$ 1,54.

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