A cesta de alimentos básicos suficiente para uma pessoa subiu 2,19% em Curitiba no mês de agosto, com custo de R$ 244. No acumuado do ano, a varição é pequena, de apenas 0,01%, mas nos últimos 12 meses a alta já chega a 13,72%. O levantamento foi divulgado ontem pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese), que apontou ainda que o custo da ração alimentar mínima para uma família (casal e duas crianças) foi calculado em R$ 732.
Na relação de produtos, a maior variação mensal foi a do tomate (+16,26%). Na sequência ficaram o açúcar (+4,74%), banana (+3,90), café (+3,01), manteiga (+2,41), farinha de trigo (+2,35%) e carne (+1,78%). As maiores quedas de preços foram da batata (-14,19%), óleo de soja (-1,52%), leite (-0,46), feijão (-0,42%) e o pão (-0,35%).
Segundo o Dieese, quem recebe um salário mínimo precisou trabalhar 98 horas e 30 minutos para comprar a cesta básica, que teve custo diário de R$ 8,13.
Outras capitais
O preço da cesta básica subiu em 10 das 17 capitais pesquisadas pelo Dieese em agosto. As principais altas ocorreram no Rio de Janeiro (4,82%), Porto Alegre (4,49%), Curitiba (2,19%), Aracaju e Florianópolis (ambas com 2,02%). As maiores quedas foram em Fortaleza (-4,13%) e Natal (-1,70%).
Porto Alegre registrou o maior custo (R$ 271,25), superando São Paulo (R$ 266,75). As cidades mais baratas foram Aracaju (R$ 187,73), João Pessoa (R$ 202,47) e Fortaleza (R$ 205,84).
Salário mínimo
Conforme o Dieese, o salário mínimo deveria ser de R$ 2.278,77, para custear o que determina a lei que o regulamenta: ser ''capaz de atender as suas (do trabalhador) necessidades vitais básicas e às de sua família como moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e previdência social, com reajustes periódicos que lhe preservem o poder aquisitivo''. (Com Folhapress)

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