O preço da cesta básica se manteve praticamente estável em Londrina no mês de fevereiro, registrando um reajuste de 1,97%. Dos 13 itens pesquisados, seis tiveram aumento. O feijão foi o que registrou a maior alta no preço: 35,18%, seguido do tomate (7,25%) e do açúcar (5,87%). Em janeiro, o kit havia sofrido uma redução de 9,99% e interrompido uma sequência de quatro altas consecutivas.
Com esse reajuste, o preço da cesta básica para uma pessoa ficou em R$ 136,05. Uma família de quatro pessoas passou a gastar R$ 408,16. ''No último mês a variação da cesta foi pequena se comparada com outros índices da inflação'', afirmou o economista Flávio Oliveira dos Santos, coordenador da pesquisa. Considerando as oscilações, nos últimos 12 meses o kit registrou uma redução de 0,17%.
No mês passado, um ponto da pesquisa que chamou atenção foi a diferença de preços dos supermercados. No estabelecimento mais barato a cesta para uma família custou R$ 342,45 e no mais caro R$ 464,82, o que determinou uma diferença de 35,73% ou R$ 122,37 no preço. O item que mais sofreu variação foi a batata. O quilo do produto variou de R$ 0,59 a R$ 1,59: diferença de R$ 1,36 ou 230,51%.
Segundo o economista, se o consumidor tivesse comprado os itens mais baratos de cada supermercado teria economizado até R$ 145, pois o preço do kit básico nesse caso foi de R$ 319,13. ''Por isso que a pesquisa é importante na hora de fazer a compra'', justificou Santos.
Quanto à alta de alguns produtos, o economista explicou que o clima é um fator determinante. ''Provavelmente por causa da chuva a produção do feijão deve ter sido prejudicada, com isso a oferta do produto diminuiu e o preço aumentou'', disse ele. No caso do açúcar, cujo preço tem sido muito discutido nos últimos dias, o reajuste tem acontecido por causa da entressafra. O acumulado do ano já registra uma alta de 14% e, nos últimos dois meses, a alta do produto foi de 60,53%, segundo Santos.
Na opinião do vendedor autônomo Giancarlo Roberto Maia, a cesta básica vem subindo constantemente. ''Essa história de que os preços dos produtos diminuem não é verdade. Cada vez que venho fazer compra, o gasto é maior. Às vezes nem fazer pesquisa resolve'', reclamou. Segundo ele, o que mais tem pesado no bolso é o preço da carne, do leite, do pão e dos frios no geral. ''O feijão também vem aumentando constantemente'', lembrou o vendedor.
O preço do feijão também é um dos fatores que vem onerando a compra mensal da secretária Marinalva Godoy Bueno. De acordo com ela, há pelo menos dois meses o item tem sofrido reajuste. ''Está difícil encontrar o feijão com um preço bom'', reforçou. A secretária constuma fazer pesquisas antes de realizar as compras do mês e afirmou que isso contribui muito para a economia. ''Chego a economizar uns 20% no mês'', contou.

mockup