Curitiba - A maior alta no custo da cesta básica, em abril, entre as 16 capitais pesquisadas pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese), foi registrada em Curitiba: 1,20%. Mesmo com a variação positiva, o custo da alimentação acumula quedas de 1,82%, no ano, e de 8,24%, nos últimos 12 meses. A capital paranaense havia registrado deflação de 1,71%, em fevereiro, e de 2,15%, em março.
Os grandes responsáveis pela disparada no preço da cesta básica curitibana no mês passado foram a batata, com alta de 21,95%, e a banana, que subiu 16,54%. Em março, os dois itens haviam registrado quedas de 5,75% e 21,16%, respectivamente. Segundo o economista do Dieese, Sandro Silva, caso os preços desses dois produtos tivessem ficado estáveis, haveria deflação de 0,67%. Considerando a estabilidade no preço da banana, a variação seria de apenas 0,5%.
Sandro Silva observou que, das nove capitais em que a batata é pesquisada, oito delas apresentaram alta. As mais significativas, além de Curitiba, foram em Belo Horizonte (32,8%), Porto Alegre (27,08%) e Florianópolis (20,3%). Mesmo com o aumento, o preço da batata é menor do que o registrado em abril de 2003, quando o quilo era vendido, em média, a R$ 1,44. O custo médio no mês passado foi de R$ 1,00.
Outros produtos da cesta básica, que apresentaram queda nos preços, ajudaram a segurar a alta. Foram eles: tomate (-13,91%), açúcar (-9,30%), manteiga (-2,79%), farinha de trigo (-1,54%) e o pão (-0,49%).
Com a variação de 1,20% em abril, o custo da cesta básica ficou em R$ 156,29, o quarto maior entre as 16 capitais. Porto Alegre (R$ 164,05) que, historicamente, tinha a cesta mais cara do País, deu lugar a São Paulo (R$ 165,00). A terceira posição é de Brasília, onde a cesta básica ficou em R$ 159,37).
O economista do Dieese lembrou que, apesar da alta, o percentual de comprometimento do salário mínimo com a cesta básica, na comparação de abril deste ano com o mesmo mês de 2003, é menor: 76,85%, no ano passado, e 70,52%, este ano.
Segundo cálculo do Dieese, com o valor registrado em abril, uma família curitibana (casal e dois filhos) gastaria R$ 468,87 com a alimentação básica. Levando em conta esse valor, o salário mínimo ideal seria de R$ 1.386,17.

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