Pelo segundo mês consecutivo, o kit da cesta básica em Londrina registrou acréscimo. O reajuste nos preços de produtos como a batata e o feijão foi o que mais contribuiu para que o valor da cesta para uma família com quatro pessoas passasse de R$ 413,93, em dezembro, para R$ 421,02, em janeiro, totalizando um aumento de 1,71%. Já para uma pessoa, a compra dos 13 itens que compõem o kit subiu de R$ 137,98 para R$ 140,34. A variação nos dois últimos meses foi de 5,86%
A pesquisa realizada ontem pelo economista Flávio Oliveira dos Santos, professor da Faculdade Metropolitana, apontou que a batata foi o item que registrou a maior alta: 48,05%. Também foi o produto que gerou o maior efeito no custo da cesta. A batata foi encontrada no valor médio de R$ 1,68 o quilo, entre os 10 supermercados pesquisados. ''O produto teve esse reajuste por conta da chuva em excesso dos últimos dias, a qual prejudicou bastante a agricultura'', afirmou o economista.
Ontem à tarde, a banca das batatas num supermercado da Área Central de Londrina, era a menos ''visitada'' pelos consumidores. ''A quase R$ 2 o quilo é melhor não levar. Vou esperar o preço abaixar'', reclamou a dona de casa Terezinha Castilho, 50. Enquanto o preço da batata não abaixa, ela procura substituir o produto por outros mais em conta. ''Além de caro, está sem qualidade'', completou mostrando um pé de alface por R$ 2,99. ''Decididamente, não dá para levar''.
Outros três itens também colaboraram para o aumento do kit da cesta básica. O feijão subiu 4,35%, o leite 1,17% e a margarina 28,21%. ''A margarina teve um reajuste considerável, mas não tem um peso grande no resultado geral'', frisou Santos.
Para o comerciante Orlando Almeida, 48, que estava enchendo o carrinho com pacotes de arroz e feijão, os preços, principalmente o do feijão, subiram muito nos últimos dias. ''Por mim, até gostaria de levar o feijão da promoção, porque é mais velho e tem mais ferro, mas a família gosta de feijão mais novo e, esse, o preço é o dobro''. Segundo ele, a baixa do arroz é por causa da queda do dólar. ''É o único produto que deve ter abaixado nesse mês'', completou.
O eletricista Donizete Santa, 40 anos, disse que só sentiu a diferença no preço do arroz. ''Está bom porque abaixou do mês passado para cá. Já o feijão não vou levar hoje porque está muito caro'', comentou.
Os outros produtos do kit que registraram recuo nos preços são o açúcar (-4,82%), o arroz (-9,55%), banana (-21,85%), café (-4,59%), carne (-0,65%), farinha (-2,53%), óleo de soja (-3,17%) e o tomate (-1,86%). O produto que apontou a maior diferença de preço entre os supermercados foi o tomate: o menor preço encontrado foi R$ 0,68 e o maior R$ 1,59, resultando uma diferença de 133,82%.
O kit da cesta básica teve uma diferença de preço de 21,37% entre os estabelecimentos. O valor mais alto ficou em R$ 489,47 e o mais baixo, R$ 403,30. Em relação à essa variação de preço, o economista afirmou que o ideal é que o consumidor sempre faça uma pesquisa antes de concretizar a compra. Santos também comentou que o reajuste dos últimos dois meses não foi alto e a tendência é que o preço do kit permaneça estável daqui pra frente. (Colaborou Vera Barão)

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