Cesta básica registra deflação de quase 5%
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segunda-feira, 04 de julho de 2005
Vânia Casado<br>Equipe da Folha 
Curitiba Após cinco meses seguidos de alta a cesta básica de Curitiba apresentou uma deflação de 4,94% no mês de junho. O resultado é o menor desde junho de 2003 quando houve uma deflação de 5,01%. O valor da cesta despencou em função de queda nos preços da batata e tomate, que também pressionaram para baixo o valor das cestas básicas de 12 das 16 capitais pesquisadas pelo Dieese.
Com a deflação de junho, o valor da cesta básica que vinha acumulando um aumento de 13,62% nos primeiros cinco meses do ano, caiu para 8,01% no período janeiro a junho. Segundo o economista do Dieese, Sandro Silva, essa queda era esperada e ela só não aconteceu antes por causa de fatores climáticos que influenciaram no período de colheita da batata. O aumento expressivo desses produtos nos primeiros meses do ano foi provocado por fortes chuvas em umas regiões produtores e estiagem em outras.
Para o mês de julho, a tendência sinaliza para a ocorrência de nova deflação com a continuidade da redução de preço do tomate e batata. Para Silva, somente um aumento no preço da carne pode conter o ritmo de queda da cesta básica.
Em função do clima, o preço da batata teve um aumento de 105% entre dezembro de 2004, quando o produto era vendido por R$ 1,06 o quilo em média, e maio deste ano quando o produto já estava valento R$ 2,17 o quilo. No mês de junho, o preço da batata apresentou uma queda de 24,88%, caindo para R$ 1,63 o quilo. ''Ainda um preço alto'', analisou Silva. Com a intensificação da colheita e clima mais regular, o preço deve cair ainda mais, acredita o economista.
No mês de junho, o tomate apresentou queda de 20% no preço, sendo a terceira capital com maior redução no preço do produto. Em Belo Horizonte, o tomate recuou 33,47% e em Brasília, 30,13%. Além do tomate, também variaram para baixo produtos como manteiga (-3,85%), banana (-3,26%) e carne (-1,47%). A proximidade da entressafra e o aumento das exportações pode pressionar o preço da carne nos próximos meses, avisou Silva.
Com a queda no valor da cesta básica, a ração alimentar mínima para um trabalhador teve seu custo reduzido de R$ 177,15 em maio para R$ 168,40 em junho. Nesse patamar, o comprometimento do salário mínimo com gastos de alimentação foi de 64,98% em relação a junho do ano passado. Esse resultado colocou Curitiba como a quinta capital mais cara do País, entre as capitais pesquisadas pelo Dieese.


