Cesta básica registra alta de 4,45% em Londrina
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segunda-feira, 12 de maio de 2014
Cecília França<br>Reportagem Local 
A cesta básica de 13 produtos pesou 4,45% a mais no bolso dos londrinenses no mês de abril, chegando a custar R$ 334,52 para uma pessoa e R$ 1.003,57 para uma família de quatro pessoas. Apesar da alta ter sido menor que nos meses anteriores, preocupa a elevação geral dos preços dos produtos. Apenas o tomate, que vinha em uma escalada, registrou queda de 9,93% no preço médio; todos os outros 12 itens ficaram mais caros, especialmente a batata (21,69%), a margarina (12,01%) e a carne (7,67%). A pesquisa é realizada pela Faculdade Pitágoras em dez supermercados da cidade.
De acordo com o professor Flávio Oliveira dos Santos, coordenador da pesquisa, os itens que mais preocupam este mês são a batata e a carne, já que a margarina tem pouco peso no preço total da cesta. Segundo ele, o tomate, embora tenha tido queda, continua com seu preço elevado e com a maior variação (151%) entre os dez estabelecimentos pesquisados, podendo custar entre R$ 3,18 e R$ 7,99 o quilo.
"Esperamos que a nova safra e o aumento no volume faça o preço cair", diz Santos. No entanto, segundo o professor, as previsões não são de queda. "No geral, a inflação dos alimentos vem subindo muito e a tendência é que continue", explica. De acordo com Santos, a inflação acumulada da cesta básica em Londrina nos últimos 12 meses é de 21,87%, mais que o triplo do teto da inflação estimado pelo governo, de 6,5%.
"No ano passado, nesse período, comprava-se uma cesta básica com cerca de R$ 280. Neste ano os custos foram afetados pela alta nos preços nacionais e internacionais, e pela seca e quebra na safra de grãos", informa.
Batata foi um item cortado da lista de compras da desempregada Marlene Alves. "Não estou consumindo por causa do preço; compro abóbora no lugar, ou fico sem", conta. Segundo Marlene, a alta dos alimentos vem impactando há meses nos gastos dela e do filho, que dividem a casa. "Tirando o básico, a gente gasta cerca de R$ 500 por mês", conta.
A enfermeira Karina Vairoletti também vem mudando os hábitos de consumo da família em decorrência da alta nos preços dos alimentos. Segundo ela, o costume de ir ao supermercado duas vezes por semana deixou de ser viável e a dica para tentar economizar é fazer a compra do mês. "Isso evita ter que vir mais de uma vez por semana, porque toda vez a gente gasta em torno de R$ 100", relata.
Pesquisa
Para o consumidor que se dedicar à pesquisa de preços, a cesta básica pode sair R$ 72,31 mais barata para uma pessoa e R$ 269,17 para uma família de quatro pessoas. "Dá pra economizar bastante com a pesquisa de preços em três ou quatro estabelecimentos", destaca Flávio Santos. Outra dica é evitar as compras às segundas-feiras, quando os supermercados não costumam fazer promoções.
A aposentada Neide Fernandes segue à risca a dica do professor. Segundo ela, na hora de escolher a carne vermelha, o que determina é o preço. "Vejo a que está mais em conta, coloco tudo na ponta do lápis e só não pesquiso em vários supermercados se eu não tiver tempo", garante.



