O preço da cesta básica, em Londrina, caiu 5,31% em agosto em comparação ao mês anterior. A conclusão é do economista Flávio Oliveira dos Santos que coordena uma pesquisa mensal com 13 itens em 10 estabelecimentos da cidade. Segundo ele, os itens que mais contribuíram para essa queda foram: o tomate (-45,59%), o feijão (- 19,21%) e o arroz (- 8,24%), seguidos pelo leite tipo C (- 2,45%) e farinha de trigo (- 0,13%). ''A estiagem e problemas com a distribuição colocaram o tomate como vilão da cesta básica em julho. Ultimamente, o quilo do produto está próximo ao custo verificado em maio e junho, ou seja, cerca de R$ 1,66'', acrescentou Santos, que tem o apoio dos universitários da Faculdade Metropolitana/IESB nesse trabalho.
Em agosto, o custo da cesta básica para uma pessoa ficou em R$ 143,38 e de R$ 430,13 para uma família de quatro pessoas (dois adultos e duas crianças). Embora o valor seja inferior a julho, alguns produtos subiram de preço como, por exemplo, a batata (+ 25,76%), a margarina (+ 11,65%), o açúcar cristal (+ 11,64%), a carne (+ 5,53%), o pão francês (+ 2,98% em média), o café (+ 0,72%) e o óleo de soja (+ 0,02%).
Considerando também as promoções, o preço do pacote de arroz de cinco quilos variou de R$ 6,48 a R$ 7,98 entre o estabelecimento mais barato e o mais caro, ou seja, 14,19%. Para a família utilizada como parâmetro da pesquisa, a economia com o arroz seria de R$ 55,27 e para uma pessoa, R$ 18,42. Se ela tivesse condições de comprar cada um dos itens onde fosse mais barato, o lucro seria de R$ 116,41 ou 35,46%. ''Para esse resultado, supomos que a família levou menos de cinco quilos de carne, porque ela é o produto que mais influencia a cesta básica'', disse Santos.
O vigilante Maurício Ramos da Silva duvida que a cesta básica tenha caído de preço. Na opinião dele, a lista de compras fica mais cara a cada mês. ''O único produto que não variou foi o arroz'', afirmou Silva que sempre carrega uma calculadora nas idas ao supermercado. O motorista autônomo Pedro Custódio Filho e a esposa Marli Morela renovam a dispensa duas ou três vezes por semana e preferem pagar um pouco mais para garantir a qualidade dos alimentos. ''Somos apenas dois em casa e, por isso, não gastamos muito'', justificou Marli que, ontem, foi ao supermercado buscar um saco de arroz que estava em oferta.
A dona de casa Luiza Rosa Arantes também faz questão de qualidade, mas sempre que pode troca de marca para economizar um pouco mais. ''Em certos casos como, por exemplo, do arroz, feijão e óleo, não compensa pagar menos por um rendimento também menor'', explicou Luiza, que costuma frequentar também os sacolões em busca de verduras e legumes mais fresquinhos. A também dona de casa Fátima Telles costuma comprar os produtos básicos no mesmo estabelecimento e aproveita as promoções mesmo que estejam longe. Neste caso, ela reveza as idas ao supermercado com as irmãs e cunhadas que, assim como ela, ficam atentas aos folhetos, anúncios em TV e pesquisas.

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