Cesta básica permaneceu estável em novembro
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quarta-feira, 07 de dezembro de 2005
Erika Zanon<br>Reportagem Local 
O kit básico de alimentos sofreu um reajuste quase imperceptível, passando de R$ 427,42, valor para uma família com quatro pessoas, registrado em outubro, para R$ 427,59 no mês passado. Para uma pessoa, o custo da cesta básica alterou de R$ 142,47 para R$ 142,53, registrando um acréscimo de 0,04%.
O reajuste mais significativo foi o do preço do tomate em 19,95%. Dos outros 12 itens que compõem a cesta básica, sete sofreram reajustes: açúcar (+7,38%), arroz (+9,39%), batata (+8,61%), café (+1,89%), farinha de trigo (+8,38), margarina (+7,79) e pão francês (+1,60). O preço de outros cinco produtos foram reduzidos: banana (-8,21%), carne (-4,55%), feijão (-18,87%), leite tipo C (-1,49%) e óleo de soja (-1,27%).
''A redução do preço da carne já era esperado desde outubro, quando os problemas relacionados à febre aftosa foram divulgados, mas só aconteceu agora'', destacou o economista Flávio Oliveira dos Santos, professor da Universidade Metropolitana. Em outubro, para uma pessoa comprar 6,6 quilos - quantidade básica - era preciso desembolsar R$ 58,20, e em novembro o custo foi de R$ 55,55.
A pesquisa da cesta da básica, realizada mensalmente por alunos da Metropolitana, sob a coordenação de Santos, avaliou os preços em 10 supermercados da cidade - do centro e da periferia. São pesquisados 13 itens - somente produtos alimentícios - e levados em conta apenas a marca mais barata de cada estabelecimento, sem considerar a marca.
Os alunos concluíram ainda que, ao contrário da pesquisa passada, quando os supermercados dos bairros registraram preços menores, um estabelecimento do Centro apresentou o índice mais baixo. A cesta básica nessa unidade ficou em R$ 368,51, contra R$ 478,23 do supermercado mais caro. Segundo Santos, nesse levantamento é considerado as quantidades de cada produto da cesta. A diferença foi de 29,78%, ou seja R$ 109,63.
O valor do kit, se comprado apenas os itens mais baratos de cada estabelecimento, ficou em R$ 333,60. De acordo com o economista, para o consumidor economizar com a cesta o segredo continua sendo o mesmo: pesquisar. ''Ele tem que ficar atento às ofertas dos panfletos e pedir para o supermercado cobrir a oferta do mais barato. O consumidor tem que pechinchar'', sugere Santos.


