Cesta básica no PR é a mais cara do país
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terça-feira, 04 de dezembro de 2001
Rosana Félix<br>De Curitiba 
A cesta básica de Curitiba em novembro foi a mais cara entre as 16 capitais pesquisadas pelo Departamento Intersindical de Estudos Sócio-Econômicos (Dieese). Essa é a primeira vez, desde abril de 1998, que a capital paranaense ocupa essa posição. Os alimentos básicos em Curitiba tiveram custo de R$ 129,87 no mês, alta de 1,97% em relação a outubro.
Os produtos que mais contribuíram para a alta foram o tomate (variação de 16,47%), a farinha de trigo (4,79%), o café (4,68%) e o pão (3,24%). De acordo com o economista do Dieese, Cid Cordeiro, a entressafra do tomate causou a alta. ''O dólar, que já tinha baixado um pouco, ainda pressionou a farinha de trigo, assim como o pão'', avaliou. Os itens que apresentaram queda em novembro em Curitiba foram a batata (-11,58%), o óleo de soja (-4,40%) e a banana (-3,63%).
O valor atual da cesta básica (R$ 129,87) é 19% maior em relação a abril de 1998, quando o custo era de R$ 109,27. Para Cordeiro, uma das explicações para o aumento dos preços dos alimentos em Curitiba é que depois de um longo período de concorrência de preços, eles se acomodaram.
No acumulado do ano, a cesta básica na Capital apresenta alta de 19,05%. O grande vilão nesse período foi o feijão, que aumentou 166,4%, por causa de quebra de safra. A farinha de trigo aumentou 50% no período, e o óleo de soja, 40,78%, também por causa da alta do dólar, que incentivou as exportações e reduziu a oferta interna.
Os gastos de alimentação básica para uma família, considerando o casal e mais dois filhos, foram de R$ 389,61 em novembro, em Curitiba. Das capitais pesquisadas, São Paulo teve a segunda cesta básica mais cara em novembro, por R$ 127,28, seguido de Porto Alegre (R$ 127,19). Os menores valores foram registrados em Salvador (R$ 92,13) e Natal (R$ 94,12).
Levantamento feito pelo Dieese mostra que os gastos com tarifas públicas e preços administrados de uma família de renda média em novembro foram de R$ 324,33. Em relação a dezembro de 2000, os gastos aumentaram 20%.


