Cesta básica fica mais barata em Curitiba
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segunda-feira, 05 de março de 2001
Carmem Murara De Curitiba 
Os alimentos que compõem a cesta básica calculada pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese) tiveram uma queda de 3,8% no preço em fevereiro sobre o mês anterior. A redução em Curitiba foi a segunda maior em todo o País, ficando atrás apenas de Recife, onde a cesta básica ficou 8,6% mais barata.
A redução no custo fez com que os curitibanos passassem a ocupar a sexta posição entre as cestas básicas mais caras do País. A relação histórica colocava a capital paranaense entre as três mais caras. O valor da alimentação ficou em R$ 110,68 para um trabalhador, ou seja, 72% do salário mínimo.
São Paulo é a cesta básica mais cara do País com R$ 123,00, seguida por Belo Horizonte com R$ 118,00 e Porto Alegre com R$ 117,83. As capitais que têm o valor da alimentação mais baixo são Recife com R$ 88,81 e Salvador com R$ 89. A última pesquisa feita demonstrou que Vitória com 4,5% e Florianópolis com 2,5% tiveram os maiores aumentos.
O custo da ração alimentar essencial para uma família formada pelo casal e dois filhos ficou em R$ 332,00. Isso representa 2,2 salários mínimos somente para atender as necessidades alimentares.
Os números divulgados ontem pelo Dieese mostram que a variação acumulada da cesta básica no ano é de 1,46% e o acumulado em 12 meses é de 6,3%. Os números ficam próximos da inflação no mesmo período que teve variação de 6,8%, segundo o Índice de Custo de Vida (ICV) do Dieese.
A pesquisa feita em fevereiro demonstrou que as verduras e legumes foram os produtos que mais contribuíram para a queda no preço da cesta básica de Curitiba. Os principais itens foram banana (-14,5%), tomate (-6,9%), café (-6,2%), carne (-4,1) e açúcar (-3,2%). Dos 13 itens consultados, apenas quatro ficaram mais caros. Os produtos que mais encareceram foram os considerados essenciais na mesa do brasileiro: arroz com 5,8% e feijão com 5,7%.
O Dieese calcula que uma família consome 4,5 quilos de feijão e três quilos de arroz por mês. O produto que mais encarece a cesta básica é a carne, cujo consumo gira em torno de 6,5 quilos e compromete 25% do salário mínimo.
Desde o começo do ano, os produtos que ficaram mais caros foram banana e feijão com 11% e 8,4%, respectivamente. Os únicos itens que tiveram reduções foram pão com 6,7% e óleo de soja com 4,3%.


