A população curitibana pagou menos para comprar os produtos que compõem a cesta básica, no mês passado. Segundo a pesquisa mensal divulgada ontem pelo Dieese, a redução do valor da cesta básica foi de 0,65% em relação a fevereiro. A diminuição dos preços ocorreu após um aumento anterior de 3,16%, que foi provocado por causa da desvalorização cambial e gerou protestos das donas de casa em todo o País. A variação acumulada no ano é de 1,85%.
A maioria dos produtos que ficaram mais caros fazem parte do item ‘‘industrializados’’, que ainda sentem os reflexos da desvalorização da moeda. A manteiga foi o produto que teve maior aumento, ficando 10,5% mais cara. O óleo de soja também teve um encarecimento de 8%.
Os produtos in natura impulsionaram a redução do custo da cesta básica em março. A banana ficou 13,8% mais barata, enquanto o tomate teve uma queda de 4,9% no preço e a batata 3,6%. Ao contrário de fevereiro, quando a carne ajudou a puxar para cima o preço da cesta básica, o produto aumentou 0,7%, em março. Dos 13 itens que formam a cesta básica do Dieese, nove tiveram aumento de preço e quatro tiveram redução.
‘‘Os produtos que estão na safra e a carne ajudaram a provocar a queda na cesta básica’’, afirmou o economista do Dieese, Nelson Karam. Ele disse que há uma tendência de estabilização do custo da cesta básica para o próximo mês.
Mas o economista ressaltou que as divergências entre os produtores de hortifrutis e a rede de supermercados Sonae podem provocar elevação nos preços. ‘‘Os produtores já cogitam aumentar em 15% os preços no atacado se não houver entendimento com a rede supermercadista’’, afirmou.
A pesquisa mensal do Dieese apontou ainda que Curitiba tem a terceira cesta básica mais cara entre as capitais, com um total de R$ 97,94. Em primeiro lugar está São Paulo com R$ 106,28 e Belo Horizonte com R$ 98,41. A cesta básica mais barata está em Salvador com R$ 83,04.

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