Cesta básica fica mais barata em 12 capitais
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quinta-feira, 08 de março de 2012
Marli Moreira <br> Agência Brasil 
São Paulo - O valor da cesta básica caiu, na passagem de janeiro para fevereiro, em 12 das 17 capitais onde o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) faz, mensalmente, a Pesquisa Nacional da Cesta Básica. As maiores quedas ocorreram em Florianópolis (-5,8%), Salvador (-4,52%) e Curitiba (-4,04%).
Das cinco cidades em que os itens ficaram mais caros, apenas Natal apresentou reajuste mais expressivo (2,14%), com o valor médio de R$ 218,21. Nas demais que tiveram aumento, as taxas oscilaram pouco acima de zero, como no caso de Aracaju, com alta de 0,38%. Na capital sergipana, porém, o consumidor encontra a cesta mais barata do País, no valor de R$ 188,59.
São Paulo continua apresentando o custo mais elevado, R$ 276,54, mas que representa uma queda de 3,15% sobre o valor registrado em janeiro. Em seguida, aparece Porto Alegre, onde o valor da cesta diminuiu 1,83%, com preço médio de R$ 269,61. Na lista das capitais com as cestas mais caras, Vitória está em terceiro lugar, com R$ 267,19, valor 1,46% menor do que em janeiro.
Pelos cálculos do Dieese, o salário mínimo, em fevereiro, deveria ter sido R$ 2.323,21, quantia 3,74 vezes maior do que o mínimo em vigor (R$ 622). Em janeiro, o valor estimado havia alcançado R$ 2.398,82 (3,86 vezes o salário mínimo vigente). A carne teve o preço médio reduzido em 15 das 17 capitais e puxou a queda média das cestas pesquisadas. ''As boas pastagens permitiram a engorda do gado e, junto com a redução das exportações, favoreceram o aumento da oferta para o consumo interno'', justificam os técnicos do Dieese.
Outro produtos em baixa são o tomate, o açúcar e o leite. Em movimento oposto, subiram os preços do feijão, do arroz e do café.
Curitiba
A cesta básica de Curitiba teve queda de 4,04% em fevereiro. O produto que apresentou a maior redução foi o tomate que caiu -31,62%. Dos 13 produtos pesquisados pelo Dieese, oito tiveram queda de preços.
Além do tomate ficaram mais baratos a batata (-6,11%), o açúcar (-4,09%), a carne (-2,27%), a farinha de trigo (-2,26%), manteiga (-1,12%), pão (-0,85%) e banana (-0,30%). O leite ficou estável.
Os produtos que tiveram alta foram feijão (6,29%), óleo de soja (1,18%), café (1,13%) e arroz (0,60%). No ano de 2012, a cesta acumula uma queda de -1% e nos últimos 12 meses terminados em fevereiro ocorreu uma alta de 0,41%.
O custo da cesta para uma família curitibana formada por um casal e duas crianças foi de R$ 738,45. Para um trabalhador, o gasto mensal chega a R$ 246,15. Em fevereiro, a cesta de Curitiba teve a terceira maior queda, só perdendo para Florianópolis (-5,80%) e Salvador (-4,52%). O Dieese calcula ainda que em fevereiro, a cesta comprometeu 39,57% do salário mínimo bruto e 43,02% do salário líquido. (Colaborou Andréa Bertoldi/Equipe da Folha)



