Cesta básica fica 3,04% mais cara em Curitiba
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terça-feira, 04 de novembro de 2003
Andréa Bordinhão<br> Equipe da Folha 
Curitiba A cesta básica do curitibano sofreu a segunda maior alta do ano, ficando 3,04% mais cara. De R$ 151,10 em setembro, a cesta passou a R$ 155,70 em outubro. Entre as 16 capitais brasileiras pesquisadas, Curitiba foi a que apresentou a maior alta. Entre os alimentos que subiram de preço, o grande vilão foi o tomate, com alta de 38,65%. Só ele representou 2,02 pontos percentuais do aumento total da cesta básica. Os dados são do Departamento Intersindincal de Estatísticas e Estudos Sócio Econômicos (Dieese).
Segundo o economista do Dieese, Sandro Silva, a razão para a grande alta no preço do tomate é o final da safra. ''Como há escassez, o tomate tende a continuar pressionando para cima o preço da cesta básica nos próximos meses, porém com menos intensidade.'' A segunda maior alta foi no preço da carne (3,62%). Silva diz que esse crescimento já era esperado, já que com a falta de chuvas as pastagens diminuem e o gado emagrece.
Mesmo com a queda de 4,35% da farinha de trigo, o pão também pesou no orçamento do curitibano em outubro, com uma alta de 2%. As outras altas na cesta básica ficaram por conta da manteiga (1,69%), do café (1,55%) e da banana (1,22%). Já os alimentos que registraram quedas, além da farinha de trigo, foram o leite (-0,91%), o feijão (-1,20%), o açúcar (-3,28%), a batata (-5,41%), o arroz (-5,44%) e o óleo de soja (-7,39%).
Para os dois últimos meses do ano, Silva acredita que a cesta básica continue subindo em função do próprio tomate, da batata, que também estará no final de safra, do óleo de soja, já que os produtores devem priorizar as exportações e em função da carne e do leite, que devem continuar sendo afetados pelos problemas com o gado. ''Mesmo assim, é muito provável que a cesta básica de Curitiba feche o ano com um índice menor que o de 2002, que foi 16,46% de janeiro a dezembro'', afirma.


