Cesta básica fecha em alta na Capital
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terça-feira, 04 de setembro de 2007
Andréa Bertoldi<br>Equipe da Folha 
Curitiba A cesta básica de Curitiba fechou agosto com alta de 3,83%. Dos 13 produtos pesquisados pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), dez ficaram mais caros no mês passado. Grande parte das altas está ligada à seca, entressafra e ao aumento da cotação internacional de alguns produtos como trigo, café, soja e carne. Em agosto, o custo da cesta para uma família formada por um casal e duas crianças foi de
R$ 522,84. No ano, os 13 produtos já subiram 3,75% e nos últimos 12 meses, 12,82%. Em agosto, no ano e nos últimos 12 meses, todas as 16 capitais pesquisadas tiveram aumento da cesta. O Dieese calcula que o salário mínimo necessário seria de R$ 1.733,88.
A maior alta foi registrada no tomate que subiu 24,66%. O produto ficou mais caro nas 16 capitais pesquisadas pelo Dieese. Curitiba teve o oitavo maior aumento. O economista do Dieese, Sandro Silva, acredita que o aumento do preço está ligado à seca que ocorreu em alguns Estados, ao fato de a safra ser menor neste período do ano e ao aumento dos custos de produção. Em junho, o quilo do produto custava R$ 1,86, em julho caiu para R$ 1,46 e no mês passado era vendido a R$ 1,82.
O feijão foi o segundo produto com maior variação na cesta e ficou 13,83% mais caro em agosto. Este alimento subiu em 13 das 16 capitais pesquisadas. Curitiba teve a maior alta. O aumento pode ser explicado pela queda da safra nos Estados produtores e estiagem. Em julho e agosto, o produto subiu 21,59%. Em junho, o quilo custava R$ 1,76 e no mês passado R$ 2,14.
O café subiu 4,21% e custava R$ 10,31 o quilo no mês passado. No início do ano, houve aumento especulativo de preço em função da safra ser menor, segundo Silva. Em agosto, o produto voltou a subir. A carne ficou 3,61% mais cara em 12 das 16 capitais e Curitiba teve o sexto maior aumento. De acordo com Silva, o aumento de preço já era esperado em função da entressafra e da demanda do mercado externo. O leite subiu 3,22% e ficou mais caro em 15 das 16 capitais pesquisadas. Entre fevereiro e agosto o produto aumentou 46,29% devido a fatores como entressafra, seca e aumento da demanda nos mercados interno e externo.


