Cesta básica em Londrina subiu 7,74% no ano
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sexta-feira, 06 de janeiro de 2006
Erika Zanon<br>Reportagem Local 
A instabilidade do câmbio aliada à crise da febre aftosa e aos problemas com a safra de grãos, foram alguns fatores que contribuíram para que em 2005 a cesta básica do londrinense sofresse um reajuste de 7,74%. Dos 13 itens que compõem o kit, sete registraram inflação durante o ano. Em 2004, o índice da cesta registrou deflação de 2,39%.
Entre os produtos que impulsionaram o índice estão a batata que acumulou reajuste de 95,59%, o açúcar (+36,86%), a margarina (+20,13), a farinha de trigo (+ 19,44%), o café (+15,75%), o pão (+8,57), o leite (+5,34%) e a carne (4,71%).
''O açúcar, em especial, ficou mais caro porque a demanda externa e interna aumentou. O álcool, por exemplo, originado da cana-de-açúcar, foi muito procurado por conta do advento dos carros bicombustíveis'', destacou o economista Flávio Oliveira dos Santos, professor da Faculdade Metropolitana, que realiza a pesquisa de preços do kit, em Londrina, há mais de quatro anos. Para as pesquisas mensais são visitados 10 estabelecimentos do Centro e da periferia.
Segundo ele, os produtos que sofreram deflação durante o ano passado foram o arroz (-11,49%), a banana (-1,32%), o óleo (-10,88%), o tomate (-17,27%), o feijão (-5,34%). A média de preço da cesta para uma família com quatro integrantes ficou em R$ 414,71 e para uma pessoa R$ 134,24, em 2005.
Em dezembro, a cesta básica também registrou inflação e fechou em 4,30%. O preço do kit para uma família de quatro pessoas passou de R$ 427,42, em novembro para R$ 445,98 no mês passado. O preço do kit individual ficou em R$ 148,66.
Dos 13 itens do kit, apenas um não sofreu reajuste. ''O tomate caiu 50,61% porque em novembro o produto já havia ficado muito caro e em dezembro a oferta aumentou'', explicou Santos. Os outros 12 produtos foram reajustados: batata (+25,59%), margarina (+19,26%), farinha (+10,03%), açúcar (+18,59%), feijão (+18,44%), óleo de soja (+18,39%), arroz (+18,07%), carne (+11,25%), café (+10,53%), leite tipo C (+9,61%), banana (+8,49%) e o pão francês (5,24%).
''A impressão que dá é que houve exagero no reajuste do preços, talvez porque no período do Natal e Ano Novo, com os supermercados lotados, as pessoas estivessem menos propensas a fazer pesquisas'', pontuou o economista. No estabelecimento mais barato, a compra da cesta para uma família custou R$ 364,06 contra R$ 435,42, do supermercado mais caro, registrando uma diferença de R$ 71,36 (19,60%). Segundo Santos, o estabelecimento com os preços mais baixos foi um da área central, seguido de um da periferia.


