Cesta básica em Londrina sobe quase 4% em agosto
Tomate e batata voltam a ter aumento e contribuem para puxar para cima o valor final da cesta
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 31 de agosto de 2026
Tomate e batata voltam a ter aumento e contribuem para puxar para cima o valor final da cesta

Em agosto, houve uma reversão do movimento observado em julho e o valor da cesta básica em Londrina voltou a subir, fechando o mês a R$ 674,59, alta de 3,83% sobre o mês anterior. Entre os produtos que mais subiram de preço e contribuíram para puxar o valor final para cima se destacam o tomate e a batata, com aumentos de 57,4% e 14,4%, respectivamente. No mês passado, esses dois itens haviam registrado queda de quase 50% cada um e foram os responsáveis pela redução de mais de 11% no valor final da cesta.
Além do tomate e da batata, ficaram mais caros a margarina (+6,2%), o feijão (+4,1%), o óleo de soja (+2,5%) e o café (+1,3%). A carne e o pão francês, com variação negativa de até 1,0%, foram considerados estáveis. A carne é o produto com maior peso na composição do valor final da cesta. Neste mês, a proteína representou 43,6% do total.
Na lista dos itens que caíram de preço estão a banana (-10,6%), a farinha de trigo (-9,3%), o arroz (-6,6%), o leite (-3,7%) e o açúcar (-1,3%).
A pesquisa é feita mensalmente pelo NuPEA (Núcleo de Pesquisas Econômicas Aplicadas) da UTFPR (Universidade Tecnológica Federal do Paraná). Depois de saírem a campo, visitando 11 supermercados londrinenses, em todas as regiões da cidade, os preços dos 13 itens que formam a cesta básica são comparados e a média é calculada. Neste mês, essa conta ficou em R$ 674,59.
Mas os pesquisadores também fazem algumas simulações a partir da consulta de preços nas 11 lojas e o que se observa é que o consumidor que pesquisa antes de ir às compras faz uma economia considerável.
Em relação aos R$ 674,59 que representaram o valor médio da cesta básica em agosto, o consumidor que adquirisse os produtos mais baratos em cada uma das 11 lojas pagaria 19,75% a menos pela mesma cesta, deixando R$ 541,37 no caixa do supermercado.
Já em uma situação mais real, na qual a compra toda seria feita no supermercado mais barateiro, a economia cairia para 9,9% e o valor final da cesta seria de R$ 607,76.
Sem pesquisa, o cliente que comprasse todos os produtos no supermercado com os preços mais altos gastaria 11,6% a mais, desembolsando R$ 753,09.
Na comparação com agosto de 2025, o aumento da cesta básica neste ano foi de 11,55%. No ano passado, o conjunto de 13 itens considerados essenciais foi cotado a R$ 604,72.
Quando se calcula a inflação acumulada nos últimos 12 meses, o avanço foi de 6,9% e, no acumulado de 2026, ou seja, desde 1º de janeiro, o aumento foi de 6,05%. Os londrinenses começaram o ano pagando R$ 636,10 pela cesta básica.
Segundo o NuPEA, o poder de compra do salário mínimo, ou seja, a quantidade de cestas básicas que o piso salarial conseguiu comprar de janeiro a agosto de 2026 caiu 3,8% na comparação com igual período de 2025. "Esse indicador evidencial que o reajuste nominal do salário mínimo não foi suficiente para acompanhar a evolução do custo da cesta básica ao longo do período analisado", concluíram os pesquisadores.


Simoni Saris
Repórter com atuação nas áreas de Economia, Infraestrutura e Agronegócio.


