Cesta básica em Londrina sobe menos que a inflação
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sábado, 04 de janeiro de 2014
Victor Lopes<br>Reportagem Local 
O dinheiro do londrinense valeu mais em 2013, pelo menos quando se trata da compra de alimentos da cesta básica. De acordo com pesquisa realizada em nove supermercados de Londrina no ano passado, o kit sofreu um aumento de apenas 1,34%, bem abaixo da inflação no País, que deve fechar na casa dos 6%. A maior queda no percentual, segundo o levantamento, aconteceu em junho, com redução dos preços de 9,33%. Já a principal alta foi em novembro, atingindo 7,06%.
Em dezembro, o kit apresentou queda de 3,56%, e custou R$ 800,43 para uma família de quatro pessoas. Dos 13 produtos pesquisados, apenas quatro apresentaram elevação: batata (3,72%), óleo de soja (2,20%), pão francês (1,45%) e margarina (0,96%). Dentre os que sofreram queda e puxaram o percentual para baixo, estão o tomate (queda de 25,19%), feijão (7,71%) e banana (6,19%).
O coordenador da pesquisa da cesta básica em Londrina, Flávio Oliveira dos Santos, salientou que o pequeno aumento do kit durante 2013 foi muito bom para o consumidor. "Em 2012, a elevação ficou bem acima da inflação. Dessa vez, acredito que o londrinense conseguiu comprar mais sem precisar desembolsar muito por isso". Em relação à queda dos preços em dezembro, Santos foi mais ponderado. "Como a pesquisa aconteceu no início de janeiro, os preços acabaram diminuindo muito após as festas de final de ano. De um dia para o outro, foi possível encontrar variações no quilo da carne de até R$ 4".
Caso o consumidor viesse a realizar a pesquisa de preços nos nove estabelecimentos, adquirindo o produto mais barato em cada um deles, a cesta básica sairia por R$ 646,08 para a família de quatro pessoas, ou seja, seria possível uma economia de R$ 154,35 ou 19% em relação ao kit de valor médio. A variação do preço da carne, por exemplo, foi de R$ 16,30 a R$ 23,49 o quilo.
Nos supermercados, porém, os consumidores não concordaram que o aumento do ano passado tenha sido tão baixo. A esteticista Vera Lúcia Rodrigues salientou que cada vez que vai ao supermercado percebe que seu dinheiro vale menos. "Hoje com R$ 50 não compro mais nada. Tenho uma estratégia para economizar: faço a compra de mês em um supermercado e compro frutas e carne em outro".
Já a empresária Silvana Costa Batista disse que não faz pesquisa de preço e, devido a esse hábito, acaba gastando mais. "Não tenho dúvidas que estou comprando menos com o mesmo dinheiro. Em relação aos preços, percebi que as frutas subiram demais", complementou.


