Cesta básica em Londrina fechou 2006 em alta
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sábado, 06 de janeiro de 2007
Erika Zanon<br> Reportagem Local 
A cesta básica em Londrina fechou 2006 com um reajuste de 5,80% e interrompeu uma sequência de duas quedas no preço. Em dezembro, o kit com 13 itens custou R$ 446,76 para uma família com quatro pessoas - dois adultos e duas crianças - enquanto uma pessoa desembolsou R$ 148,92. Em novembro, os valores registrados foram R$ 422,27 e R$ 140,76, respectivamente. Em 2005, no mesmo período, o custo da cesta foi semelhante e ficou 0,17% mais em conta: R$ 445,98.
Conforme a pesquisa que acompanha a evolução de preços na cidade, o produto que impulsionou a alta da cesta foi a carne, que registrou alta de 17,95%, com preço médio entre os supermercados de R$ 9,98 o quilo. A pesquisa é realizada em 10 supermercados de Londrina, localizados nos bairros e no centro.
Além da carne, outros seis produtos da cesta básica sofreram reajuste: tomate (+12,81%), óleo (+10,77%), arroz (+5,46%), leite tipo C (+4,63%), pão (+3,59%), farinha de trigo (+0,68%). Os outros itens tiveram redução do preço: batata (-27,43%), banana (-22,62), feijão (-9,43%), margarina (-2,42%), café (-1,03%), açúcar (-0,60%). ''O valor da cesta só não foi maior porque a redução dos valores da batata e da banana foi grande e segurou o preço final do kit'', frisou o economista Flávio Oliveira dos Santos, coordenador da pesquisa.
Pelo levantamento, o preço da carne - que foi o grande vilão - chegou a ter uma diferença de R$ 5,19 entre o supermercado mais barato e o mais caro, registrando uma diferença de 66,62%: R$ 7,79 - no mais em conta - e R$ 12,98 - no mais alto. ''A alta pode ser por conta do período festivo. A demanda aumenta e o preço sobe'', pontuou o economista. Já o tomate foi o que registrou a maior diferença em percentual: 146,07%, com variações de preço que foram de R$ 0,89, o mais barato, a R$ 2,19, o mais caro.
A diferença de preço entre o supermercado mais barato e o mais caro foi de 28,11% ou R$ 114,30. No mais barato a compra da cesta básica custou R$ 406,57 e no estabelecimento mais caro R$ 520,87. Se o consumidor comprasse os produtos mais baratos de cada supermercado, o kit sairia por R$ 327,03, registrando uma redução de 36,61% ou R$ 119,73 em relação ao preço médio da pesquisa. ''São essas diferenças que justificam a pesquisa de preços. O brasileiro não tem o hábito de pesquisar e, às vezes, o comerciante percebe isso e não se preocupa em baixar os preços'', comentou Oliveira.
A dona de casa Ana Caroline Pereira dos Anjos é o tipo de consumidora que faz pesquisa de preço antes da compra do mês. ''Todo mês passo em pelo menos três supermercados e consigo economizar no mínimo R$ 25. Sem pesquisa, a compra fica muito cara'', comentou Ana. Ela disse que, no mês passado, ficou muito evidente a alta no preço da carne e dos hortifrutis. ''As pessoas consomem mais em dezembro, então, a coisas ficam mais caras'', lamentou.
Já a professora Silvana Bonatto Lapoli não tem o hábito de pesquisar, mas concorda que é uma atitude que gera muita economia. ''Não tenho muito tempo, então, vou sempre ao mesmo supermercado'', disse. Segundo ela, o que mais pesou na compra do mês passado, além da carne, foram os hortifrutis e o arroz.
O professor Cláudio Aguiar disse que consegue economizar no preço da carne porque compra direto do revendedor. Fora isso, para diminuir o valor da compra mensal, ele tem o hábito de fazer pesquisa de preço em pelo três supermercados da cidade. ''A economia é pequena, mas já vale a pena'', pontuou.


