Cesta básica do londrinense tem queda de 9,89%
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segunda-feira, 06 de junho de 2005
Vera Barão<br>Reportagem Local 
Depois de dois meses consecutivos de alta, a cesta básica do londrinense teve uma queda significativa: baixou 9,89% no mês de maio. A pesquisa realizada por estudantes do curso de administração da Faculdade Metropolitana de Londrina aponta que o kit alimentação para uma pessoa está custando R$ 137,99 - no mês passado era R$ 153,13. O vilão do mês foi o feijão que teve um acréscimo de 9,67% em função da quebra na safra. O leite sofreu pouca alteração, aumentou apenas 0,09%.
Outros 11 produtos da cesta apresentaram queda. Sofreram variação o açúcar (-15,9%), o arroz (-12,59%), banana (-5.64%), batata (-15,15%), café (-5,51%), carne (-12,83%), farinha de trigo (-6,8%), margarina (-24,86%), óleo de soja (-14,89), pão francês (-3,11%) e tomate (-20,23%). A diferença no preço da banana chega a 258,33% de um supermercado para o outro. Num deles o quilo custava R$ 0,36 e no outro R$ 1,29. ''Foram esses produtos que puxaram o percentual da cesta para baixo'', explica o economista Flávio Oliveira dos Santos, professor do curso de Administração e Marketing da Metropolitana e coordenador da pesquisa.
Também mostrou grande oscilação a batata. De um mercado para o outro, o produto pode se encontrado a R$ 0,89 e no mais caro a R$ 2,99, representando 235,96%. A diferença de preço do quilo do tomate também é grande, chegando a 101,12%. Num estabelecimento o quilo custava R$ 0,89 e no outro R$ 1,79. A carne (um quilo de coxão mole) também oscilou bastante de R$ 5,48 a R$ 9,99, significando uma diferença de 82,3%.
''Esses produtos em promoção em alguns supermercados ajudaram a baixar o preço da cesta, que para uma família de quatro pessoas está custando R$ 413,96. No supermercado mais barato, a cesta poderá sair a R$ 328,98 e no mais caro R$ 445,09. ''A diferença do mais barato para o mais caro pode chegar a R$ 116,11 - em percentual isso representa 35,29%'', informa Santos, que atribui a queda da cesta a fatores como o recuo no preço dos produtos agrícolas no mercado interno e externo e a baixa do dólar.
A enfermeira e professora universitária Bernadete Lopes, 51 anos, observou que o preço do feijão subiu. ''Quase 10% a mais. Todo mês a cesta tem um vilão e desta vez foi o feijão'', comentou ela, que disse comprar sempre no mesmo supermercado pela praticidade. ''Não tenho tempo de fazer pesquisas e venho neste que é mais perto de casa e tem os produtos que procuro'', salientou Bernadete. A socióloga Fátima Luiza Silva, 50 anos, também notou preços mais altos. ''O feijão subiu e o arroz caiu, aliás o arroz vem tendo queda sucessivamente, agora só precisa a gasolina baixar'', comparou.


