Curitiba - A cesta básica de Curitiba teve uma queda de 0,39% em abril puxada principalmente pela redução nos preços do feijão, arroz, óleo de soja e tomate. Esse é o segundo mês consecutivo que a cesta fecha com deflação. No ano, o conjunto de 13 produtos pesquisados pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) ficou 8,57% mais barato e nos últimos 12 meses registrou alta de 0,10%.
  Os itens que tiveram as maiores quedas em abril foram feijão (-20,13%), arroz (-6,32%), óleo de soja (-4,84%) e tomate (-4,52%). A carne ficou 0,16% mais barata. O pão foi o único alimento que apresentou estabilidade.
  Os produtos que subiram foram batata (22,73%), banana (6,56%), açúcar (5,67%), leite (3,73%), manteiga (2,24%), farinha de trigo (0,94%) e café (0,16%).
  No mês passado, o custo da cesta para uma família curitibana formada por um casal e duas crianças era de R$ 629,19. Para um trabalhador,
o preço da cesta foi
de R$ 209,73.
  O Dieese calcula que a cesta comprometeu 49,03% do salário mínimo líquido em abril e que o salário necessário para atender as necessidades vitais básicas do trabalhador e de sua família como moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e previdência social seria de R$ 1.972,65. No entanto, o salário mínimo em vigor hoje é de R$ 465,00.
  A cesta de Curitiba foi a décima mais cara entre 17 capitais pesquisadas e ficou entre as sete cidades que tiveram deflação. No ano, os produtos que mais subiram foram batata (47,66%), açúcar (23,14%) e leite (18,44%). As maiores quedas ocorreram com o feijão (-35,99%), tomate (-32,14%), farinha de trigo (-14,88%), arroz
(-13,17%), pão (-7,88%), carne (-7,83%) e óleo de soja (-5,37%). O único que ficou estável foi a banana.

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