A cesta básica de Ponta Grossa teve um aumento recorde em fevereiro. De acordo com números do Centro de Estudos e Pesquisas Rouger Miguel Vargas, da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), a alta foi de 8,03% com relação ao custo da cesta básica em janeiro. Esse foi o maior aumento desde o início da realização das pesquisas, em 1994.
Em janeiro a cesta básica de Ponta Grossa estava custando R$ 153,32. Em fevereiro os 29 produtos pesquisados pelo Centro de Estudos chegaram a R$ 166,77. Em fevereiro, com relação a janeiro, apenas sete produtos tiveram um recuo de preço. Dos 29 itens, 22 tiveram um aumento de preço. A maior alta foi registrada na farinha de trigo, com um reajuste de 43,31%. A maior queda foi do feijão, com 8,04%.
Apesar de alguns produtos terem baixado de preço, os aumentos foram registrados nos cinco grupos que integram a cesta básica para Ponta Grossa. O aumento maior foi no grupo de carnes, com 12,34%. O grupo de higiene teve o menor reajuste, com um percentual de 5,02%. Os demais grupos tiveram aumento de 7,29% (alimentação geral); 7,22% (hortifrutigranjeiros); e 7,75% limpeza.
Durante o levantamento de preços, os pesquisados do Centro de Estudos constaram que nem sempre os preços promocionais representam a realidade. Em alguns supermercados, alguns produtos foram encontrados com preços mais baixos do que nos estabelecimentos que faziam promoções.
Na conclusão da pesquisa, o Centro de Estudo conclui que uma família com renda mensal de apenas um salário mínimo, precisaria de uma renda adicional de 28,28% para custear a cesta básica. Relacionando-se famílias com dois, três, quatro e cinco salários mínimos, o comprometimento da renda mensal com a cesta básica seria respectivamente de 64,14%, 42,76%, 32,07% e 25,66%.

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