Maringá - A pesquisa mensal dos preços dos produtos que constituem a cesta básica realizada pelo Procon de Maringá constatou a maior alta do ano, com uma variação de 2,42%. Nem índices como o do Dieese, que no início deste mês verificou queda no preço da cesta em todas as capitais brasileiras, chegam próximos da realidade verificada em Maringá. A pesquisa foi feita no dia 14 de agosto e tem como base os mesmos 31 itens da lista aplicada pelo Dieese.
Para o coordenador do Procon, Elpídio dos Santos, a pesquisa do órgão reflete a realidade dos preços no município, independente de índices oficiais. ''Não questionamos outros órgãos, mas conseguimos dados de acordo com o que realmente acontece'', disse Santos. A alta de 2,42% ficou acima da média de pesquisas anteriores cujos índices oscilavam em torno de 1,5%.
Segundo o coordenador, três produtos contribuíram fortemente para este aumento significativo da cesta básica. O pacote de papel higiênico com oito unidades, com aumento de 21,17% em relação a julho; o sabão em pedra com 17,88% e o macarrão com 12,76%. Mesmo os produtos com variação negativa não conseguiram dar equílibrio ao preço da cesta básica. O quilo da batata extra teve, por exemplo, uma redução de 31,93% e o feijão carioquinha de 15,19%.
O Procon disponibiliza a pesquisa aos consumidores na primeira quinzena de cada mês. A planilha traz inclusive o nome dos mercados e os maiores e menores preços de cada produto.

mockup