Cesta básica de Londrina aumenta 8,7% em abril
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terça-feira, 06 de maio de 2008
Gisele Mendonça<br>Reportagem Local 
A cesta básica aumentou 8,7% em Londrina no mês passado. Os produtos que mais subiram foram a batata, o tomate e o arroz, enquanto o feijão, o leite e o óleo de soja recuaram. Nos últimos doze meses, o custo da cesta cresceu 27,48% e desde o início deste ano o reajuste foi de 5,52%.
Os números são da pesquisa feita por estudantes e coordenada pelo professor Flavio Oliveira dos Santos, da Faculdade Pitágoras. O trabalho leva em conta 13 itens e é realizado em nove supermercados de Londrina, sendo dois deles em bairros.
A pesquisa mostra que a cesta básica para uma pessoa custou R$ 185,82 e para uma família de quatro pessoas (um casal e duas crianças) R$ 557,45. Com pesquisa de preço, os valores caem para R$ 135,44 e R$ 406,32, respectivamente.
Enquanto o supermercado mais caro vendeu a cesta básica para a família por R$ 624,90, o mais barato ofereceu os produtos por R$ 509,63. Isto, segundo o professor, reforça a necessidade da pesquisa de preços. Como exemplo, ele cita o coxão mole, cujo quilo variou de R$ 7,29 a R$ 11,39, apresentando diferença de R$ 4,10 ou 56,24%.
''Só pela carne, que representa 40% do valor da cesta básica, já compensa o valor gasto com o combustível. A pesquisa deve sempre ser feita como forma de o consumidor preservar o poder de compra, fazendo com que os supermercados mantenham ou até reduzam os preços'', observa Santos.
O professor informa que a alta do arroz (23,33%) é explicada pelo aumento da demanda no Brasil e no mundo e pela queda na produção em função do clima. Outros produtos como a batata (46,94%) e o tomate (38,78%) não têm justificativas específicas, segundo Santos. ''É mais uma questão sazonal'', diz.
Para os consumidores, a saída é fazer a substituição dos alimnentos, quando possível, ou optar por marcas mais baratas. A estudante Janaína Podestá diz que costuma trocar a carne pelo frango. ''A carne subiu muito ultimamente e o mesmo aconteceu com o arroz e o feijão. O problema é que nem sempre dá para substituir, então mudo de marca'', diz.
Para a enfermeira Silvia Mattias, o óleo, o arroz, o leite e a carne estão entre os produtos que mais subiram.''Neste caso o consumidor tem que se educar, comprando apenas o suficiente para o consumo. O arroz, por exemplo, eu cozinho sempre a quantidade certa, evitando o desperdício'', conta.
O motorista Ivo Cavalin diz que não costuma fazer compras, mas foi ao supermercado nesta semana porque está de férias e notou preços diferentes de um dia para o outro. ''O quilo do tomate, por exemplo, estava R$ 2,60 e foi para R$ 2,80'', afirma.


