Cesta básica de Curitiba tem queda de 2,15%
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sexta-feira, 01 de setembro de 2006
Andréa Bordinhão<br>Equipe da Folha 
Curitiba - A cesta básica de Curitiba teve queda de 2,14% em agosto. Os principais produtos responsáveis pela queda foram a banana (-16,4%), o tomate (-12,84%), o feijão (-8,14%) e a batata (-6,31%). Este é o quarto mês seguido de queda. Além do custo da cesta básica, o Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócio-econômicos (Dieese) calculou que o poder de compra do salário mínimo aumentou. Enquanto em agosto do ano passado era preciso gastar 52,21% do salário mínimo para comprar a cesta básica, no mesmo mês deste ano foi preciso desembolsar 44,13% para adquirir os alimentos, levando em consideração o reajuste superior à inflação no mês de abril.
Segundo o economista do Dieese, Sandro Silva, a grande queda da banana se deu porque a fruta teve uma alta fora do normal em julho. O mesmo aconteceu com o tomate no final do ano passado. ''O quilo do tomate chegou a custar R$ 2,39 em dezembro do ano passado. Agora está R$ 0,95. Só nos últimos quatro meses a queda do quilo do tomate foi de 55,6%'', explicou. A queda do feijão se deu porque o preço também estava mais alto que o normal e também porque a última safra foi muito boa. Já a batata teve queda de preço, explicou Silva, pelo mesmo motivo do tomate. Em janeiro o quilo do produto estava R$ 2,13 e em agosto baixou para R$ 1,17.
Os dados do Dieese mostram que no acumulado de janeiro a agosto deste ano a cesta básica do curitibano caiu 12,68%. Já entre agosto de 2005 e agosto deste ano a queda foi de 1,38%. Segundo Silva, este último número, bastante menor, mostra como os alimentos caíram de preço este ano. Silva afirmou que isto está acontecendo porque o valor no mercado internacional baixou. ''E isso força também o mercado interno, que tem mais oferta e mais concorrência'', explicou. ''Mas isso tem duas consequências. A primeira é que o consumidor paga menos. Mas por outro lado o agricultor ganha menos porque o custo de produção aumenta e o preço cai. E isso afeta a economia, principalmente no interior'', completou Silva.


