Curitiba - A cesta básica de Curitiba teve queda de -0,79% em setembro. No ano, a redução acumulada é de -0,78% e nos últimos 12 meses registrou aumento de 10,39%. Os produtos que puxaram a queda do índice no mês passado foram tomate (-9,44%) e batata (-4,72%), além da banana (-5,43%).
O economista do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Sandro Silva, explicou que o tomate estava em um patamar muito alto e, só na comparação de setembro de 2010 com o mesmo mês deste ano, já subiu 57%. Em agosto, o quilo do produto custava R$ 2,86, mas em setembro, era vendido a R$ 2,59 na Capital. Em setembro de 2010, o quilo do produto custava R$ 1,65.
A batata também vinha com um preço muito alto desde o início do ano. A queda do produto começou em maio e se estendeu até setembro. Neste período, a redução acumulada é de 34,59%. Em abril, o preço médio do quilo do produto era R$ 1,70 e, em setembro, R$ 1,56.
No entanto, dos 13 produtos que fazem parte do levantamento, oito tiveram alta em setembro. O maior percentual de elevação foi registrado para o açúcar com aumento de 4,07%. Nos dois últimos meses, o produto já subiu 9%. O café teve um reajuste de 3,65% em setembro e, nos dois últimos meses, teve alta de 6,68%. O leite subiu 2,45% e vem aumentando de valor porque ainda não chegou ao pico da safra. O arroz aumentou 1,96% por conta da entressafra e a carne subiu 0,20%. Nos dois últimos meses, a carne bovina acumula alta de 1,98%.
Os outros produtos que subiram foram pão (1,96%), óleo de soja (0,62%) e feijão (0,42%). Ainda tiveram queda a manteiga (-0,49%) e farinha de trigo (-1,38%). Em setembro, a cesta teve custo de R$ 726,21 para uma família (um casal e duas crianças) e de R$ 242,07 para um trabalhador. O Dieese calcula que o salário mínimo necessário deveria ser de R$ 2.285,83.
A estimativa de Silva para outubro é que ocorra uma alta da cesta. A previsão é que produtos como açúcar, café, arroz e óleo de soja, que estão em entressafra, continuem a subir. Entre as 17 capitais pesquisadas pelo Dieese, sete apresentaram aumento da cesta, nove tiveram queda e uma ficou estável (Vitória). No ano, os maiores aumentos foram de café (21,13%), tomate (51,46%) e leite (7,85%). As quedas mais significativas ocorreram com feijão (-13,87%), arroz (-10,34%), e banana (-22,15%).

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