Os alimentos que compõem a cesta básica para um trabalhador tiveram um reajuste de 6,5% em abril em relação ao mês anterior, se caracterizando o maior desde o início do ano. Os dados, que se referem a Curitiba, foram apresentados ontem pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese). A pesquisa mensal aponta que a variação acumulada desde o início do ano é de 13,4%.
Dos 13 itens que são avaliados, dez ficaram mais caros e três tiveram redução do preço. Os produtos com as maiores variações foram batata com 25,5% e feijão com 23,3%. Segundo o Dieese, as altas estão ligadas à pouca oferta dos produtos no mercado e a períodos de sazonalidade. Tomate, trigo e manteiga também tiveram altas que acabaram pesando no bolso dos consumidores.
Entre os alimentos que ficaram mais baratos estão banana com queda de 5,2%, açúcar com 2,3% e café com redução de 1,7%. Os três produtos têm variação negativa pelo segundo mês consecutivo. Da mesma forma, os itens que ficaram mais caros seguiram a mesma tendência verificada em março.
A cesta básica em Curitiba custa R$ 123,76 e é a quarta mais cara do País, atrás apenas de Porto Alegre com R$ 130,10, São Paulo com R$ 129,49 e Belo Horizonte com R$ 127,38. Os preços mais baratos ocorrem nas capitais de estados do Nordeste. Salvador é a campeã com R$ 89,92, seguida de Recife com R$ 89,95.
No mês de abril, todas as capitais tiveram aumento no custo da cesta básica. Curitiba apresentou o quarto maior aumento. Em primeiro lugar ficou Vitória (ES) com um aumento de 7,9%. Depois aparece Belo Horizonte com 7,2% e Florianópolis com 6,7%. Desde o início do ano, apenas no mês de fevereiro houve queda no preço da cesta básica curitibana. A redução foi de 2,5%.
Os cálculos do Dieese indicam que o custo da alimentação básica para uma família formada pelo casal e dois filhos é de R$ 371,28, ou seja, pouco mais do que dois salários mínimos.

mockup