Curitiba - A cesta básica pesou no bolso do curitibano em janeiro e fechou com alta de 5,63%. Este foi o sexto mês consecutivo de aumento dos produtos da cesta. De agosto até agora, os 13 produtos pesquisados pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) subiram 17,82%. Nos últimos 12 meses, a cesta subiu 16,14%, ou seja, 10,21% acima da inflação. O custo da cesta para uma família curitibana ficou em R$ 593,31 e a Capital teve o sétimo maior valor entre as 16 capitais pesquisadas.
Os produtos que puxaram a elevação da cesta em janeiro foram o tomate (+42,86%), a banana (+32,97%) e o feijão (+25,04%). O resultado da cesta em janeiro surpreendeu os economistas do Dieese porque era esperada desaceleração. O tomate sofreu a influência do clima, devido as chuvas que ocorreram em janeiro. O produto subiu em 15 das 16 capitais pesquisadas pelo Dieese. Em Curitiba, o tomate teve o sétimo maior aumento. Em outubro, o produto custava R$ 1,93 o quilo e, em dezembro, caiu para R$ 1,26. Em janeiro, o quilo era vendido por R$ 1,80.
A banana subiu em 13 das 16 capitais pesquisadas pelo Dieese. A maior alta foi em Curitiba. O produto também foi prejudicado pelas chuvas que ocorreram em janeiro. Já o feijão, ficou mais caro em todas as capitais pesquisadas pelo Dieese. Curitiba registrou a terceira maior alta deste item da cesta. Em julho, o produto custava R$ 1,76 o quilo e, em janeiro, era vendido por R$ 3,85, o que significa um aumento de 118,75% neste período. Este cereal sofreu com a estiagem e com o atraso em dois meses no plantio da última safra. No feijão branco, a alta foi ainda mais expressiva e passou de 200%. Em Fortaleza, este produto subiu 275,88% nos últimos 12 meses.
Além do tomate, banana e feijão, subiram ainda a manteiga (+12,40%), o óleo de soja (+3,46%), o café (+2,96%), o açúcar (2,59%) e o pão (+0,66%). O produto com maior queda foi a carne (-4,50%). Segundo o economista do Dieese, Sandro Silva, a carne tinha subido 16,60% nos dois últimos meses de 2007. A queda pode ser explicada pelo aumento da oferta do produto que deve cair mais com os recentes embargos internacionais a este alimento.
Outros itens que tiveram queda de preço foram o arroz (-3,05%), o leite (-2,80%), a batata (-1,37%) e a farinha de trigo (-0,83%). Para fevereiro, a expectativa é que a cesta tenha uma variação menor ou até deflação. Silva disse que vai depender do clima e do que ocorrer com o tomate e o feijão.

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