Curitiba - A cesta básica de Curitiba apresentou alta pelo terceiro mês consecutivo e fechou fevereiro com elevação de 2,56%. Nos dois primeiros meses do ano já acumula alta de 8,09% e nos últimos 12 meses terminados em fevereiro o aumento já chega a 19,13%. O produto que mais influenciou para o aumento dos preços foi o tomate que ficou 18,54% mais caro. Caso o tomate tivesse ficado estável, o aumento da cesta seria de apenas 0,32%.
A pesquisa divulgada ontem pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) mostrou que em novembro do ano passado o quilo do tomate custava R$ 2,50 e, em fevereiro, chegou a R$ 4,54. Entre dezembro de 2012 e fevereiro deste ano este produto subiu 81,60%. O economista do Dieese Sandro Silva disse que a safra deste alimento não foi muito boa, por isso os preços continuaram altos.
Em fevereiro, a cesta fechou com seis produtos em alta, um estável e seis com queda. Segundo ele, em janeiro, dez itens tinham apresentado aumento na cesta. A queda em um número maior de produtos, segundo Silva, já reflete o início da safra agrícola.
O segundo alimento que mais subiu, segundo a pesquisa, foi a farinha de trigo, com alta de 8,76%. ''A safra do Brasil foi inferior ao que se esperava e o volume de importação ainda é muito alto'', justificou. Entre agosto de 2012 e fevereiro deste ano a farinha subiu 26,39%. Em julho, o quilo do produto era vendido por R$ 1,44 e, em fevereiro, por R$ 1,82.
A batata também teve aumento significativo (6,72%). Nos dois primeiros meses do ano, este produto já aumentou 45%. Em dezembro, o quilo deste alimento saía por R$ 1,75 e, em fevereiro, R$ 2,54. Além deste itens, ainda ficaram mais caros o feijão (2,70%), a carne (1,94%) e o café (0,57%). O leite ficou estável.
A maior queda foi registrada na banana (-6,34%), seguida do óleo de soja (-3,54%), do açúcar (-2,83%), manteiga (-2,53%), arroz (-1,69%) e pão (-0,90%). Silva explicou que a queda no óleo está relacionada com as perspectivas positivas para a safra de soja.
O Dieese calcula que o valor da cesta para uma família curitibana ficou em R$ 879,75 em fevereiro e, para um trabalhador, foi de R$ 293,25. A pesquisa apontou que o salário mínimo necessário deveria ser de R$ 2.743,69. Em fevereiro, Curitiba teve a nona cesta mais cara e registrou o décimo maior aumento.
Para março, ele acredita que a cesta deve ter alta, mas um pouco mais moderada que em fevereiro. Nos meses de abril e maio, a tendência é que a cesta tenha queda com a intensificação da safra agrícola. No entanto, segundo Silva, tudo vai depender da oscilação dos preços do tomate.

Imagem ilustrativa da imagem Cesta básica de Curitiba tem alta de 2,56% em fevereiro
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