Curitiba - A cesta básica de Curitiba teve alta de 7,35% em julho e registrou a maior variação desde novembro de 2006. Nos últimos cinco meses, os 13 produtos pesquisados pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) subiram 24,33%. Os produtos que tiveram maior impacto na cesta foram o tomate e a carne. Caso estes dois alimentos tivessem ficado estáveis, a alta de cesta seria de 2,43%. Em julho, a carne foi responsável por 35% do valor da cesta e o tomate por 13,3%.
No ano, a cesta já subiu 30,48% e nos últimos 12 meses 45,55%. Curitiba ficou com maior variação percentual entre as 16 capitais pesquisadas e teve a quarta cesta mais cara com valor de R$ 244,30 para um trabalhador. Hoje, é necessário comprometer 59% do salário mínimo para comprar os produtos da cesta.
O tomate subiu 26,76% em julho. O economista do Dieese, Sandro Silva, destacou que entre março e julho, o tomate subiu 162,8%. Em fevereiro, a média de preço do quilo do produto era R$ 1,37 e, no mês passado, custava R$ 3,60. A batata foi o terceiro item mais caro da cesta e subiu 7,78%. Os dois produtos estão em fim de safra e tiveram redução na área plantada. Também foram afetados pela escassez de chuva. O tomate foi prejudicado por pragas e doenças. Este último alimento subiu em 12 das 16 capitais pesquisadas pelo Dieese, sendo que a maior alta ocorreu em Curitiba.
A batata vinha com alta desde abril. Nos últimos quatro meses subiu 37,40%. Em março o quilo do produto era vendido, em média, por R$ 1,31 e em julho era comercializado por R$ 1,80. Silva acredita que os preços da batata e do tomate podem começar a cair no final de agosto com a proximidade do final do inverno.
O segundo item que mais subiu na cesta foi a banana (18,09%). Silva acredita que o produto sofreu um realinhamento de preços porque tinha caído 21,52% em junho. O feijão ficou 7,55% mais caro e, em Curitiba, registrou a quinta maior alta entre as capitais pesquisadas. O produto passa por entressafra e de abril a julho subiu 20,6%. Em março custava R$ 3,78 o quilo e, em julho, era vendido por R$ 4,56.
A carne subiu em 14 das 16 capitais pesquisadas. Curitiba teve a quarta maior alta. O produto está em período de entressafra. Com o inverno, os produtores substituem as pastagens para alimentação dos animais por outros produtos, o que encarece os custos. Outro fator que levou ao aumento da carne foi a ampliação das exportações. O preço baixo do produto em meses anteriores fez os pecuaristas migrarem para outras culturas como soja e cana-de-açúcar, o que reduziu os rebanhos. Entre abril e julho, a carne subiu 25,3%. Em março, o quilo custava R$ 10,35 e em julho R$ 12,97.
Outros produtos que subiram foram o óleo de soja (2,27%), o arroz (1,81%), o açúcar (1,67%), o leite (1,27%), o pão (1,10%) e a farinha de trigo (0,67%). Os únicos produtos que tiveram queda foram a manteiga (-0,10%) e o café (-1,42%).
As 16 capitais pesquisadas fecharam o ano com aumento, sendo o maior em Curitiba. Nos últimos 12 meses, 15 capitais tiveram alta da cesta e Curitiba ficou na terceira posição. Silva acredita que, em agosto, a Capital feche novamente o mês com alta, mas não nos patamares atuais.

Produtos de higiene e limpeza sobem 2,34%
  Curitiba – Os produtos de higiene e limpeza tiveram aumento de 2,34% em julho. Os itens de limpeza apresentaram alta de 1,11% influenciada principalmente pelas quedas no sabão em barra (11,41%), na esponja de louça (12,43%), apesar das quedas no sabão em pó (-5,65%) e na cera para assoalho (-2,92%). Nos produtos de higiene houve uma alta de 3,17% com destaque para os aumentos nos preços do papel higiênico (5,38%), creme dental (5,38%) e no desodorante (8,70%), apesar das quedas no bronzeador (-3,27%) e no condicionador (-1,06%).
  O economista do Dieese, Sandro Silva, acredita que os produtos de higiene têm variação menor porque as pessoas compram todo mês e ainda há a concorrência das farmácias. Ele recomenda que os consumidores fiquem atentos aos produtos de higiene e limpeza e façam pesquisa porque estes itens comprometem 5% do orçamento. (A.B.)

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