Curitiba - A cesta básica de Curitiba teve queda de -2,41% em janeiro puxada principalmente pelas quedas que ocorreram no tomate e na batata. O grupo de produtos pesquisado mensalmente pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) já tinha apresentado cinco meses consecutivos de alta. De agosto a dezembro de 2013, a cesta tinha subido 7,74%.
De acordo com o economista do Dieese, Sandro Silva, o tomate foi o alimento que mais contribuiu com a queda da cesta depois de ter registrado um recuo de 25,29% no preço em janeiro. No mês passado, o preço médio do quilo do produto estava em R$ 2,57.
Ele destacou ainda que os preços da batata, do tomate e do leite reduziram em janeiro em função da maior oferta destes produtos no mercado. A batata ficou 2,93% mais barata para o consumidor final e o leite caiu 5,33%. Dos 13 produtos que fazem parte da cesta básica, sete tiveram redução de preço como o açúcar (-2,81%), o feijão (-2,29%), o arroz (-0,46%) e o café (-0,25%).
A manteiga ficou estável. Os itens que registraram aumento foram banana (4,52%), óleo de soja (2,56%), pão (1,18%), carne (0,84%) e farinha de trigo (0,61%). Nos últimos 12 meses terminados em janeiro, a cesta acumula alta de 2,84%.
Em janeiro, o custo da cesta para uma família curitibana formada por um casal e duas crianças foi de R$ 882,18 e para um trabalhador de R$ 294,06. No primeiro mês do ano, a cesta de Curitiba foi a décima mais cara entre as 18 capitais pesquisadas pelo Dieese e teve a terceira maior queda só perdendo para Porto Alegre (-2,47%) e Campo Grande (-4,19%).
O Dieese calculou ainda que o salário mínimo necessário em janeiro deveria ser de R$ 2.748,22 para atender as necessidades vitais básicas do trabalhador e de sua família. Para fevereiro, Silva acredita que a cesta tenha uma certa estabilidade, mas com possibilidade de queda.

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