Curitiba - Depois de seis meses consecutivos de alta, a cesta básica de Curitiba fechou fevereiro com queda de 0,64%. Os 13 produtos pesquisados pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) tinham subido 17,82% de agosto a janeiro em função de estiagem e aumento da cotação internacional de vários produtos. Seis produtos que fazem parte da cesta tiveram queda em fevereiro, o que puxou o índice para baixo. O custo da cesta para uma família ficou em R$ 589,50.
O produto que mais caiu foi o tomate (-23,89%). Em janeiro, este alimento tinha subido 43% devido as chuvas. A redução do mês passado pode ser explicada pela entrada da safra. O segundo item da cesta que teve uma queda grande foi o açúcar (-5,88%). Apesar de a safra da cana-de-açúcar começar só em abril, as exportações ''deram uma freada'', explicou o economista do Dieese, Sandro Silva. No entanto, ele acredita que o produto não mantenha a tendência de queda em março.
Além destes dois itens, também pesaram menos no bolso do consumidor a batata (-5,56%), a banana (-2,87%), o arroz (-2,52%) e a farinha de trigo (-2,50%). Silva explicou que o custo do arroz caiu com a entrada da safra. Já o preço da banana tinha subido 33% em janeiro em função das chuvas.
O alimento que mais teve seu custo reajustado em janeiro foi o feijão com alta de 9,35%. Este produto teve problemas na safrinha com a estiagem. A falta de chuvas também atrasou o plantio da safra que está sendo colhida agora. O preço do feijão preto subiu em 10 das 16 capitais pesquisadas pelo Dieese. Curitiba teve a quinta maior alta e entre julho e fevereiro registrou uma elevação de 139% no produto. Em junho, o preço médio do quilo era R$ 1,76 e, em fevereiro, atingiu R$ 4,21.
O segundo produto que mais teve seu preço reajustado foi o óleo de soja com alta de 9,35% devido a entressafra da soja e ao aumento da cotação no mercado internacional. Entre agosto e fevereiro o óleo teve um reajuste de 41,58% e passou de R$ 1,90 para R$ 2,69.
O custo da carne subiu 2,16% apesar de ter caído 4,5% em janeiro. Em junho, o quilo do coxão mole pesquisado pelo Dieese passou de R$ 9,08 em junho para R$ 11,11 em dezembro de 2007, o que representou uma alta de 22,35%. O produto caiu em 12 das 16 capitais pesquisadas. Silva explicou que a expectativa era que a carne caísse em fevereiro devido a maior oferta no mercado nacional com o embargo imposto pela União Européia. Caso este produto tivesse ficado estável, a cesta básica teria caído 1,42% em fevereiro.
No ano, a cesta subiu 4,95% e nos últimos 12 meses 13,39%. Já o salário mínimo, teve aumento de 9,21% nos últimos 12 meses. ''A tendência é que a variação da cesta reduza neste ano mas, ainda deve ficar acima da inflação'', destacou. Ele acredita que a cesta de março feche em queda mas, tudo vai depender da carne.

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