Curitiba - A cesta básica de Curitiba teve alta de 1,71% em fevereiro. Os produtos que mais subiram foram o tomate (17,18%) e o açúcar (14,51%). No ano, o conjunto de 13 produtos pesquisados pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) já subiram 1,77%. Esse já é o segundo mês consecutivo que a cesta fecha com alta na Capital.
A alta do tomate foi uma tendência nacional em 14 das 17 capitais pesquisadas. Curitiba teve a quarta menor alta. O produto tinha caído -29,44% em janeiro, mas com as temperaturas mais baixas para este período e as chuvas, a cultura foi prejudicada. Na Capital, o preço médio quilo do produto ficou em R$ 1,91. O tomate custava R$ 3,05 em novembro e em janeiro caiu para R$ 1,63.
O açúcar subiu em 15 das 17 capitais pesquisadas e Curitiba teve a quarta maior alta. A principal explicação é o período de entressafra da cana-de-açúcar. Em fevereiro, o preço médio do quilo do produto foi de R$ 2,21. Este alimento vem com alta desde setembro. Em agosto, custava R$ 1,45 o quilo e desde setembro acumula alta de 42,41%.
O terceiro produto que mais aumentou foi o leite (4,85%) em função do clima que, com com as chuvas, prejudicou as pastagens, elevando os custos de produção. Ainda ficou mais caro o arroz (4,68%) também devido a questões climáticas.
Outros produtos que aumentaram foram a manteiga (1,81%), a farinha de trigo (1,59%), a banana (1,24%), o café (0,69%) e a carne (0,41%). O feijão ficou estável. A maior queda foi da batata (-5,93%). O economista do Dieese, Sandro Silva, explicou que o produto já tinha subido muito em janeiro (32%). Em dezembro o quilo da batata saía por R$ 1,79, em janeiro passou para R$ 2,36 e em fevereiro era vendido a R$ 2,22.
Outro item da cesta que pesou menos no bolso do consumidor foi o óleo de soja que caiu -3,89%. Entre janeiro e fevereiro, este produto caiu -5,81%. A principal explicação é o início da safra de soja. O pão caiu -1,34%.
O Dieese calcula que o custo da cesta para uma família formada por um casal e duas crianças foi de R$ 646,83 em fevereiro. Em valor, Curitiba teve a nona cesta mais cara e em variação percentual ficou com a sexta menor alta. A entidade prevê que o salário mínimo necessário deveria ser de R$ 2.003,30.
Silva acredita que a tendência para março é que produtos como açúcar, arroz e óleo tenham preços menores. O valor do tomate e da batata vai depender do clima. ''Há possibilidade de alta da cesta em março se o clima permanecer como está'', disse.
No ano, os produtos que mais subiram foram a batata (24,02%) e o açúcar (16,93%). O alimento com maior redução de preço foi o tomate (-17,32%).
A professora Elenise Cristina Correa disse que o produto que mais subiu foi o tomate, apesar de estar com qualidade ruim. ''Só sobem os alimentos e o salário não sobe'', disse. Ela chega a gastar cerca de R$ 600 por mês com alimentação.
A dona de casa Jaqueline Varela percebeu mais as alta do tomate e do arroz. ''Raramente encontro alguma promoção de tomate'', disse. Ela acredita que a cesta subir 1,71% em um mês é um percentual muito elevado.
Para a nutricionista Jesinez Rezende Chagas Duarte, o que mais está pesando no orçamento são frutas, verduras e o leite. ''Caiu muito a qualidade dos hortifruti'', destacou. Ela gasta cerca de R$ 250 na compra mensal e mais R$ 40 a R$ 50 por semana em produtos alimentícios mais perecíveis que precisam ser renovados em casa com frequência.

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