Cesta básica custa R$ 228 em Curitiba
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terça-feira, 02 de dezembro de 2008
Cláudia Palaci<br> Equipe da Folha 
Curitiba - Curitiba tem a terceira cesta básica mais cara do País. A informação é do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), que divulgou ontem a pesquisa realizada em 17 capitais brasileiras. Em novembro, o valor da cesta do curitibano teve reajuste de 2,98%, passando a custar R$ 228, ficando atrás de Porto Alegre (R$ 239) e São Paulo (R$ 238,66). João Pessoa apresentou deflação de - 1,4%, fechando as compras em R$ 174,83%. No acumulado do ano, a capital parananense já somou 21,78% de variação mensal, ocupando o quatro lugar, perdendo apenas para Fortaleza, Vitória e Natal.
Este é o segundo mês consecutivo de alta. Em outubro foi de 1,51%. O tomate foi o produto que mais pressionou o valor da cesta com a variação de preço em 14,21%. Na sequência, o feijão (9,77%), açúcar (9,32%) e carne (3,22%). Como o vilão da cesta, o tomate já acumulou uma variação de preço de 78,57% no ano. Em novembro foi comercializado a R$ 2,25 o quilo contra R$ 1,97 do mês anterior.
No caminho contrário, o óleo de soja (-7,10%) que já vinha caindo desde agosto devido a cotação da soja no mercado internacional e, empatados, o leite e o café com -4,75%. ''Para dezembro espera-se que com a entrada das safras da batata e do tomate, o valor total caia, porém vai depender da carne, já que historicamente em fim de ano o produto encaresse'', aponta o economista do Dieese Sandro Silva.
Dos 13 produtos que compõem a cesta básica, outros também apresentaram queda, com destaque para a batata que caiu 0,79 em novembro e acumulou no ano uma variação deflacionária de 14,38%. A previsão é que feche o ano a -30,55%. O produto foi vendido em média, em novembro, a R$ 1,25 o quilo - um centavo mais barato que o mês anterior.
Segundo o Dieese, o trabalhador que recebe salário mínimo gasta 120 horas de prestação de serviços para pagar um cesta básica, para uma carga horária estipulada em lei de 220 horas. Em novembro passado, o valor da cesta era de R$ 185,31 para 107 horas trabalhadas. O salário mínimo de R$ 2007,84 é o apontado como ideal pelo Dieese para que o cidadão tenha todas as necessidades vitais atendidas, conforme estabelece a lei do salário mínimo - o Decreto Lei 399 -, e a Constituição Federal no artigo 7, do capítulo IV. ''O poder aquisitivo do mínimo caiu em relação a cesta básica.
O departamento também constantou uma alta geral de 0,83% nos materiais de limpeza e higiene em Curitiba e uma variação de preço no ano de 10,87%, número acima da inflação no período de 7,26%. Por setor, os artigos de limpeza demostraram leve queda de 0,36%, impulsionado pelo sabão em pó (-1,81%), sabão em barra (2,02%) e ma esponja de louça (2,20%), apesar do aumento na cera para assoalho (4,63%) e amaciante para roupas (6,67%). A variação de preço do balde foi a mais gritante de 271,28% (entre R$ 6,98 e R$ 1,88). Nos itens de higiene, a alta geral foi de 1,63% nos preços. Destaque para o sabonete (7,35%), apesar da queda de papel higiênico (-3,4%) e no creme para pele (-5,67%). No entanto, a diferença de preços do xampu chegou a quase 90% (entre R$ 7 e R$ 3,70). O bronzeador aparece 17,14% mais caro, com uma variação de preço de mais de 82% de um supermercado para outro. O verão seria a principal motivo para a valorização repentina do produto.


