Curitiba Depois de quatro meses consecutivos de alta, a cesta básica de Curitiba fechou o mês de janeiro com uma queda de 7,78%. Esta foi a maior redução desde o início da pesquisa realizada há 23 anos pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese). Ainda assim a capital paranaense ficou com a sétima cesta básica mais cara entre as 16 capitais pesquisadas.
O principal produto que puxou o valor da cesta para baixo foi o tomate que teve uma redução de preço de 59,41% no primeiro mês do ano. Caso o valor deste produto tivesse ficado estável, a cesta teria uma queda de apenas 0,56%. A queda do tomate foi influenciada pela intensificação da safra que tem pico em janeiro. Além disso, os produtores desta cultura têm mais tecnologia e sistemas de irrigação que amenizam as perdas.
Outro alimento que contribuiu para a redução do índice foi a carne que registrou uma queda de 2,23%. Este produto já vinha de um patamar baixo. Na entressafra de inverno também teve redução e nos meses de setembro e outubro de 2005 teve uma recuperação de 11,29%. O Dieese acredita que a queda de janeiro está relacionada com o fato de haver uma oferta maior do produto e uma demanda menor no primeiro mês do ano, tradicional de férias.
O economista do Dieese, Sandro Silva, disse que essa redução de preços no valor da cesta básica é importante porque impacta positivamente na capacidade de compra do consumidor.
A banana, teve a segunda maior queda entre os 13 produtos que fazem parte da cesta básica e caiu 9,69%. A redução pode ser explicada por uma maior oferta do produto. Outros itens com queda foram o café (-6,32%), o feijão (-4,80%), a manteiga (-3,19%), o arroz (-2,29%) e o pão (-0,73%).
Por outro lado, o produto que mais subiu em janeiro foi a batata (24,56%), seguido pelo açúcar (8,53%). Nos últimos 12 meses, as maiores altas foram da batata (65,12%0 e do açúcar (18,64%). No mesmo período, as maiores quedas ficaram com o arroz (-28,09%), o óleo de soja (-15,23%), a manteiga (-13,97%) e a banana (-11,83%).
Nos últimos 12 meses, a cesta acumula alta de 1,91% e fechou com um custo de R$ 489,48 em janeiro para uma família de quatro pessoas (um casal e duas crianças). Para um trabalhador, o custo mensal da cesta foi de R$ 163,16, com um valor diário de R$ 5,44. Para fevereiro, a previsão é deflação na cesta básica.

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