Cesta básica cai 6% em Curitiba
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quinta-feira, 05 de junho de 1997
Sucursal de Curitiba 
Depois de dois meses consecutivos de alta, a cesta básica apresenta uma queda de 6%. O cálculo é do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese). O Dieese atribui a redução a uma tendência natural de acomodação dos preços, que estavam num patamar elevado desde março. Desde o começo do ano, a cesta básica apresentou um aumento de 6%. E na variação acumulada dos últimos 12 meses, a variação foi de 7%.
O Dieese calcula a cesta básica tomando os preços de 13 produtos. Entre eles, quatro tiveram aumento no preço, dois se mantiveram estáveis e sete ficaram mais baratos. O produto que mais contribuiu para a redução do preço da cesta básica foi o tomate, com uma queda média de 38,3%. Em seguida aparece a banana com uma redução de 14,1% e o café com queda de 7,6%.
Na relação dos produtos que ficaram mais caros está o feijão, em primeiro lugar, com um aumento de 6,7%. O óleo de soja subiu 3,5% e a batata 2,9%. Pelo segundo mês consecutivo o pão manteve o mesmo preço.
A cesta básica do Dieese é calculada para uma família formada por quatro pessoas. Mas se o cálculo for feito para um trabalhador apenas, a ração alimentar mínima tem um custo de R$ 94,18. Um trabalhador comprometeu 78% do salário mínimo para se alimentar em maio, contra 89% de abril, afirmou o economista do Dieese, Cid Cordeiro. O salário mínimo necessário para atender todas as necessidades de uma família deveria ser de R$ 820, conforme determina a lei que estabeleceu o salário mínimo no País. A lei prevê que um trabalhador supra com o mínimo as necessidades de alimentação, transporte, moradia, educação, saúde, lazer, vestuáraio, higiene e previdência social.
Curitiba foi a capital que teve a segunda cesta básica mais cara em todo o País. Em primeiro lugar está São Paulo, com um total de R$ 97,71. A cesta básica mais barata é a de Fortaleza, que custa R$ 74,80. No mês de maio, todas as capitais registraram queda na cesta básica. A maior variação negativa foi em Fortaleza, com uma queda de 6,6%. A menor variação foi em São Paulo, com uma redução de 0,66%. (C.M.)


