O preço da cesta básica, em Londrina, caiu 2,57% em setembro comparada ao mês anterior. A informação é do economista Flávio Oliveira dos Santos que coordenou uma pesquisa realizada por alunos da Faculdade Metropolitana em 10 supermercados da cidade, na última segunda-feira. A compra dos 13 itens avaliados pelo grupo custaria R$ 139,69 para alimentar uma pessoa e R$ 419,08 para uma família de dois adultos e duas crianças.
A batata foi o produto que sofreu a maior queda (-25,2%), seguida pela banana nanica (-6,88%), café (-5,46%), óleo de soja (-5,05%), açúcar cristal (-3,90%), farinha de trigo (-3,86%), pão francês (-2,19%) e carne (-1,93%). Ainda assim, houve alimentos que foram reajustados como, por exemplo, o feijão carioquinha (+14,29%), o tomate (+3,65%), a margarina (+4,34%), o leite C (+1,94%) e o arroz agulhinha (+0,46%).
Na lista de produtos, o item que apresentou a maior variação foi o tomate com 276,40% de diferença, ou seja, R$ 2,46. Em Curitiba, foi o produto que mais contribuiu para a redução no custo da cesta básica. Na capital, seu preço baixou 24,51% no último mês. ''Ao que tudo indica, o valor do tomate está muito instável. Por isso, os comerciantes estão com dificuldade para definir a tabela'', opinou Santos. No caso da batata, o economista acredita que o aumento atípico verificado em agosto e sua consequente redução de consumo ajudaram a derrubar o preço do produto no mês passado. A diferença na compra dos 13 itens entre o supermercado mais caro e o mais barato é de R$ 118,88, ou seja, 30,69%.
Em relação à pesquisa feita em janeiro deste ano, a cesta básica de setembro caiu 1,12% e comparada ao mesmo mês de 2003 ficou 1,36% mais barata. Para o economista, essa pequena variação sobre a média, na prática, significa que os preços estão estáveis.
O zelador Edivaldo Aparecido de Paula confirma as alterações indicadas pelos universitários porque frequenta os supermercados, pelo menos, duas vezes por semana. ''Antigamente, usava um caderninho para anotar tudo, mas hoje não preciso porque a variação é pequena. O que vale a pena são os dias de promoção'', afirmou Edivaldo que atribui alguns aumentos à entressafra. A estagiária Alice Rosângela Vieira acredita que pesquisaria mais se tivesse tempo. Para não sofrer prejuízo, ela evita o deperdício e, quando há ofertas, conta com o irmão para buscá-las.
A jornalista Mariliza Esteves Messas é outra que não perde promoções. ''Quando vejo algo barato e posso levar, não resisto. Sou do tipo que adora fazer bons negócios e, por isso mesmo, fico brava quando percebo que paguei a mais'', confessa a consumidora ao lembrar que, nos últimos anos, vem dispensado uma série de supérfulos para economizar.

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