Cesta básica cai 2,44% em Londrina
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quarta-feira, 05 de maio de 2004
Betânia Rodrigues<br> Reportagem Local 
O valor da cesta básica em Londrina caiu 2,44% em abril comparado ao mês anterior. Ao contrário de Curitiba, a banana foi um dos principais responsáveis pela queda. Conforme pesquisa realizada pelos universitários da Faculdade Metropolitana, o preço da fruta despencou 9,52%, acompanhada de perto pelo café (- 9,55%), pão francês (- 7,07%), carne (- 4,86% o quilo do coxão mole), feijão (-3,51%) e óleo de soja (- 2,65%). Em Londrina, a cesta básica para uma pessoa está custando R$ 136,11 e para uma família com dois adultos e duas crianças, R$ 408,33 a mais baixa desde o final do ano passado. Em abril o kit alimentação custava R$ 139,52 (individual) e R$ 418,56 (familiar).
Na opinião do economista Flávio Oliveira dos Santos coordenador da equipe que visitou nove estabelecimentos esta semana a carne é o produto que mais influiu no custo da cesta básica em abril. A diferença de preço entre o supermercado mais barato e o mais caro foi de R$ 2,70 por quilo, ou seja, 39,13% do total.
Entre os 13 itens pesquisados também houve alta. O tomate, que na capital paranaense apresentou a maior redução (- 13,91%), em Londrina sofreu elevação de 15,22%, ficando à frente da margarina (+ 10,03%), do arroz (+ 8,9%), do açúcar cristal (+ 7,3%), da batata (+ 6,15%) que está na entressafra e do leite (+ 1,37%). O consumidor que comprasse todos os itens avaliados no supermercado que oferece o melhor preço economizaria R$ 62,15 ou 15,61% da cesta para quatro pessoas.
Para a técnica em enfermagem Ireni Vieira é difícil acreditar na redução de preço da cesta básica. Ela, que vai três vezes por semana ao supermercado, não lembra quais os produtos que baratearam em abril. ''É mais fácil dizer aqueles que subiram'', afirmou. A dona de casa Judite Lopes Galan gasta R$ 500,00 por mês para alimentar cinco pessoas da família e não tem receio de trocar de marca para economizar. O aeroviário aposentado José Pires também é adepto às experimentações que, segundo ele, são forçadas pela desilusão com a política econômica. O único entrevistado pela reportagem da Folha que concordou com o resultado da pesquisa feita pela equipe de Santos foi a estudante universitária Fabiane Fiuza. ''Faço a compra mensal no mesmo supermercado, mas para as miudezas semanais procuro as ofertas nos encartes e na TV'', revelou.


