Cesta básica cai 2,01% em Londrina
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sexta-feira, 04 de agosto de 2006
Fernanda Mazzini<br> Reportagem Local 
O preço da cesta básica em Londrina recuou no mês passado. A queda no custo foi puxada pelo tomate, que teve seu preço reduzido 24,15% em julho, comparando com junho. Na média de preços, os 13 itens que compõem a cesta tiveram uma deflação de 2,01%. No ano, o custo da cesta já acumula queda de 11,37%, enquanto nos últimos 12 meses, os mesmos produtos apresentam alta de 6,01%. Com essa nova variação de preços, uma família com quatro pessoas (dois adultos e duas crianças) passou a gastar R$ 395,28 com a alimentação. Uma pessoa teve que desembolsar R$ 131,76.
Dos 13 itens pesquisados, 8 tiveram redução de preços: tomate, batata,feijão, margarina, óleo de soja, café, leite C e banana. Já os preços da farinha de trigo, pão francês, arroz, açúcar e carne (coxão mole) subiram (veja quadro). De acordo com a pesquisa, a diferença de preços entre o supermercado mais caro e o mais barato foi de 20,16% ou R$ 74,84. No estabelecimento com preços maiores a cesta era comercializada por R$ 446,02, enquanto no mais barato o custo foi de R$ 371,18.
O tomate foi o produto que apresentou maior variação porcentual. A diferença de custo entre o supermercado mais caro e o mais barato foi de 169,23% ou R$ 0,66. Já o preço da banana apresentou variação de 115,94% ou R$ 0,80. O produto que apresentou maior diferença em reais foi a carne: R$ 3,06. No supermercado mais caro o quilo do coxão mole foi vendido por R$ 10,25, enquanto no mais barato, R$ 7,19. ''Geralmente, os consumidores ficam atentos apenas para as promoções dos horti, mas a pesquisa deve acontecer também para a compra da carne que, via de regra, é mais barata em supermercados de bairro'', afirmou o economista Flávio Oliveira dos Santos.
O acompanhamento do preço da cesta básica é feito por três alunos do curso de Administração da Universidade Metropolitana, que desenvolve um projeto de pesquisa sobre o tema. São pesquisados os itens mais baratos de cada supermercado, desconsiderando a marca.
Pesquisas - Entre os consumidores não houve muita percepção dessa variação de preços. A assistente social Maria Aparecida de Souza Itow, por exemplo, disse que não percebeu nenhuma variação de preços. ''Não faço pesquisa de preços, mas acompanho essa variação de um supermercado para outro'', afirmou. Ela observou ou uma alta de preços das frutas importadas, como a pêra e a maçã, apesar da cotação do dólar estar baixa.
A dona-de-casa Deise Barbosa também não percebeu uma queda nos preços dos alimentos. ''Sempre faço pesquisa como toda dona-de-casa, procuro as melhores ofertas até das pequenas coisas, mas como vieram as férias e as viagens não fiquei atenta'', comentou Deise.
Já a dentista Malu Antunes disse acompanhar a evolução dos custos, mas afirmou que não costuma fazer pesquisa de preços. ''Moro sozinha e a cada dia compro um pouquinho, vou sempre no supermercado mais perto porque ando a pé'', comentou. Ela percebeu queda de preços no arroz da marca da sua preferência e no abacaxi.


