Cesta básica cai 1,7% em Curitiba
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 03 de março de 2004
Andréa Bordinhão<br>Equipe da Folha 
Curitiba - A cesta básica do curitibano caiu 1,71% em feveveiro, se comparado com o mês janeiro. Curitiba, entre as 16 capitais pesquisadas pelo Departamento de Estatísticas e Estudos Sócio-econômicos (Dieese), teve a quinta menor cesta do País. No acumulado dos dois meses de 2004, a cesta básica de Curitiba também apresentou queda (-0,86%), a única baixa registrada entre as capitais pesquisadas. Em fevereiro, a cesta básica custou R$ 473,46 para uma família de quatro pessoas.
A principal razão da queda no preço da cesta básica de Curitiba foi o tomate, que diminuiu em 27,4% seu preço. Segundo o economista do Dieese, Sandro Silva, o tomate tinha subido muito de preço em janeiro (29,27%) em função das chuvas que atrapalharam a produção. Porém, o estoque normalizado fez o preço cair novamente. O preço médio do quilo do tomate em janeiro era de R$ 1,59 e em fevereiro caiu para R$ 1,23. A queda no preço do açucar (-20%) também teve um impacto significativo. ''Houve um aumento de produção da cana-de-açucar de 25% no País de 2002 para 2003 e só no Paraná essa alta foi de 36%'', explica Sandro Silva.
Entre os alimentos da cesta básica que subiram de preço, os principais são a batata (20,83%), o café (5,02%) e a carne (2,38%). ''A seca no Estado fez diminuir o estoque de batata e além disso agora é período de entressafra'', afirma Silva. Já o aumento do café o economista justifica como a recuperação do preço pago ao produtor, que aumentou as exportações porque muitos países produtores tiveram quebra de safra. ''A carne foi uma surpresa, porque esperávamos que subisse mais, já que em janeiro teve uma queda acentuada no preço (-7,1%).''
Sandro Silva ressaltou que o movimento de preço dos alimentos foi bastante semelhante em todas as capitais pesquisadas. Contudo, o fato de no acumulado do dois meses do ano o Paraná ter a maior queda na cesta básica se explica, sengundo ele, porque o Estado tem agricultura forte, produzindo praticamente todos os produtos da cesta e por isso sente mais rapidamente a oscilação de preço.


