Cesta básica cai 1,66% em Londrina
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terça-feira, 06 de janeiro de 2009
Eli Araujo<br>Reportagem local 
A diferença de preços de alguns produtos da cesta básica nos supermercados de Londrina foi tão acentuada no mês de dezembro, que surpreendeu até mesmo o economista Flávio Oliveira dos Santos, responsável pela pesquisa. Ele cita dois produtos como exemplos. No primeiro caso, o coxão mole, que estava a R$ 8,25 em um supermercado e R$ 14,99 em outro estabalecimento. Ou seja, uma diferença de 81,7%, ou R$ 6,74 em valores. Mas o campeão da diferença, entretanto, foi o tomate. O preço do produto estava a R$ 0,99 em um supermercado e R$ 2,98 em outro - um percentual 201,11% superior.
Os dois exemplos de variação de preços, na opinião do economista, reforçam a importância de o consumidor realizar pesquisa antes da compra. Ele também fez as contas considerando os preços mais elevados e os mais baixos nos supermercados dos 13 produtos que compõem a cesta. Na lista com os produtos mais caros a cesta teria o custo de R$ 215,23, enquanto nos supermercados com preços mais baixos ficaria em R$ 131,98 individualmente. A diferença neste caso, para uma família de quatro pessoas, seria de R$ 249,77.
Os produtos que registraram as maiores altas no mês de dezembro em Londrina foram a banana, com 15,59%, e a batata, com 20,89%. O tomate, que foi o vilão da cesta básica em novembro, teve uma redução de preços de 23,24%, na média, do mês. A carne, embora mantivesse o preço estável, apesar da diferença de valores entre alguns supermercados, foi a principal responsável pelo aumento da cesta básica em dezembro por causa das festas de final de ano. Na somatória final, entretanto, a cesta básica sofreu uma redução de 1,66% no período em Londrina.
O economista fez uma análise da variação de preços da cesta básica em Londrina nos últimos 12 meses, que fechou o ano com aumento de 9,66%. Mesmo assim, Santos considera que o saldo foi positivo, porque havia uma forte tendência de alta no meio do ano, com um saldo acumulado de 22% no mês de junho. ''Esse aumentou foi ocasionado, na época, pelo crescimento econômico mundial'', diz o economista. Porém, a crise financeira registrada nos meses seguintes contribuiu para a redução de preços dos produtos da cesta básica como um todo no segundo semestre, apesar de algumas variações.


