Cesta básica cai 1,32% em Londrina
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segunda-feira, 05 de julho de 2004
Betânia Rodrigues<br> Reportagem Local 
A desvalorização da soja no mercado externo puxou a queda de 1,32% da cesta básica, este mês em Londrina. A conclusão é do economista Flávio de Oliveira dos Santos que coordena uma pesquisa mensal realizada por estudantes da Faculdade Metropolitana. Na última quinta-feira, eles percorreram 10 estabelecimentos com uma lista de 13 itens e atestaram que a cesta básica para uma pessoa custa R$ 138,41 (contra R$ 140,26 do mês anterior) e para uma família de quatro pessoas (dois adultos e duas crianças) fica em R$ 415,23 (contra R$ 420,78 do mês anterior).
O óleo de soja foi o produto que mais caiu (- 13,18%), seguido pela margarina (- 12,08%), feijão carioquinha (-7,07%), carne (- 4,11%), arroz (- 2,52%), pão francês (- 1,55%) e tomate (- 0,92). Entre aqueles que foram reajustados, a batata foi a campeã com 17,77%. Atrás dela vieram a farinha de trigo (+ 10,48%), café (+ 6,8%), leite tipo C (+ 5,58%), açúcar cristal (+ 2,6%) e a banana nanica (+ 2,43%).
De acordo com Santos, o valor da cesta básica aumentou 8,68% nos últimos 12 meses graças ao tomate (+163,62%), batata (+61,27%) e óleo de soja (+7,45%). Em compensação, o kit alimentação ficou 2,03% mais barato em junho comparada à pesquisa realizada no dia 3 de janeiro. ''A tendência é que o preço da cesta básica continue estável, a não ser que ocorra uma geada forte nos próximos meses'', previu o economista.
Para economizar é essencial pesquisar ofertas. De acordo com Santos, a variação de preço de alguns produtos entre os estabelecimentos pesquisados chega a quase 170%.
A economia é o estímulo de donas de casa como Janice de Freitas que faz questão de comparar os anúncios em folhetos com as etiquetas das gôndolas. Segundo ela, essa é a melhor estratégia de defesa para o consumidor. A qualidade é a única razão apontada pelos consumidores para a fidelidade a determinadas marcas. A auxiliar de enfermagem Nazaré Nunes Barros não troca a marca do arroz, café e material de limpeza ''porque não compensa''. ''Hoje em dia, a gente precisa pesquisar mesmo porque o salário não vale nada'', resumiu a cabeleireira desempregada Ester Marques do Amaral.


